Quarta-feira, 10 de Abril de 2013





DING DONG! THE WITCH IS DEAD
(The Wizard of Oz)

Ding Dong! The Witch is dead. Which old Witch? The Wicked Witch! 
Ding Dong! The Wicked Witch is dead.
Wake up - sleepy head, rub your eyes, get out of bed.
Wake up, the Wicked Witch is dead. She's gone where the goblins go,
Below - below - below. Yo-ho, let's open up and sing and ring the bells out.
Ding Dong' the merry-oh, sing it high, sing it low.
Let them know 
The Wicked Witch is dead!
Mayor 
As Mayor of the Munchkin City, In the County of the Land of Oz, I welcome you most regally. 
Barrister
But we've got to verify it legally, to see
Mayor
To see?
Barrister
If she
Mayor 
If she?
Barrister
Is morally, ethic'lly
Father No.1
Spiritually, physically
Father No. 2
Positively, absolutely
Munchkins
Undeniably and reliably Dead
Coroner
As Coroner I must aver, I thoroughly examined her. 
And she's not only merely dead, she's really most sincerely dead.
Mayor
Then this is a day of Independence For all the Munchkins and their descendants
Barrister
If any.
Mayor
Yes, let the joyous news be spread The wicked Old Witch at last is dead!


(no more music needed)

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012


Álbum de viagem





















*

Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012





Foto: Net

Diálogos Hipoglicémicos


... Ah, a felicidade, minha querida. São apenas momentos.

Como pequenas frutas cristalizadas, dispersas por essa imensa gelatina Royal que é a vida...


Musica de Fundo



Teenage Kicks - The Undertones


Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012



Outdoors de Honestidade Política III
(Cada tiro, cada melro...)





Sexta-feira, 27 de Julho de 2012



O Rissol de Kim Jong Un
(Ou onde se “junta a fome com a vontade de comer”. Dito popular aparentemente originário da Coreia do Norte)





Foto: Net


Foi anunciado no dia 25 pela patriótica (e única) estação de TV norte-coreana, que o amado líder Kim Jong Un se uniu pelo sagrado matrimónio a uma das mais belas jovens daquele país (ou que pelo menos não se parece com uma preguiça anoréctica).

Além de que se trata de uma famosa cantora daquele país (uma espécie de Micaela mas com os olhos em bico) pouco mais sabemos sobre a formosa noiva Ri Sol-Ju (cujo nome significa "ogiva múltipla detonando ao amanhecer", e não "Júlia dos Rissóis" como a imprensa capitalista tem tentado fazer crer), excepto o facto de ela ter um fraquinho por ditadores gorduchos e carrancudos.

Apesar de a Coreia do Norte ser um país muito cioso da sua privacidade, o nosso enviado especial Alberto (do qual omitimos o apelido para evitar represálias por parte de ninjas vingativos), conseguiu coligir alguns factos sobre o casamento enquanto fingia sondar o mercado local para alegadamente investir numa cadeia de hospitais psiquiátricos.

Estas informações foram facultadas pelo tio do noivo, em troca de uma lata de atum Bom Petisco e dois pacotes de bolachas “água e sal”. Pelo que negamos vivamente ter instalado qualquer dispositivo de escuta no delicioso bolo gentilmente oferecido pela “Pastelaria Dragão Vermelho” de Almada (como maldosamente foi insinuado por esse miserável pasquim, L’Osservatore Romano.)

* - Depois da cerimónia, os noivos atiraram arroz sobre o público que os esperava, provocando um incidente em que pereceram cerca de dois mil norte-coreanos que se atropelaram mutuamente para alcançar a rara iguaria.

* - O "copo de água" consistiu numa costeleta de porco grelhada com a qual se banquetearam os cerca de 258 convidados.

* - Os noivos seguidamente iniciaram o baile com a romântica valsa coreana "Morte ao Insidioso Inimigo Exterior"

* - A imprensa norte-coreana noticiou milhares de suicídios por parte de jovens mulheres, a quem este casamento arruinou o sonho de virem a casar com o solteirão mais belo e rico ainda disponível.

* - Toda a multidão irrompeu num estrondoso aplauso, quando a noiva disse "sim", e os "snipers" baixaram finalmente as armas.

* - Curiosamente, o pequeno noivo no topo do bolo de casamento foi construído rigorosamente à escala natural.

* - Mais um mistério ficou solucionado quando a desaparecida mãe de Michael Jackson compareceu para figurar como dama de honor.

* - Um dos sinais da abertura preconizada por este feliz enlace, foi a substituição do chefe das Forças Armadas bem como de outros vinte oficiais “linha dura” por militares mais jovens e flexíveis. Embora segundo algumas fontes habitualmente bem informadas, isto se deva ao facto de todos eles terem dentes de ouro, e os vestidos de noiva serem um luxo mortalmente dispendioso.

De qualquer modo só o tempo poderá trazer conclusão a esta espécie de novela boliviana. Pelo que daqui endereçamos aos simpáticos esponsais, os nossos mais sinceros votos de uma vida longa e plena de minúsculos e macilentos descendentes (ou “gajang seongsilhan gin insaeng-e daehan huimang gwa jaggo yawigo jason gadeug”)


Música de Fundo



"Der Song von Mandelay" (Bertolt BrechtKurt Weill)
by The Flying Lizards
 


Terça-feira, 10 de Julho de 2012

Terça-feira, 5 de Junho de 2012



                                    



Foto: Net


O Post dos Nove Anos

Naquele dia soube que tinha chegado a meio. A única analogia que considerava mais aproximada era a daqueles dias em que costumava pegar no seu bólide feito de tábuas e com rodas de rolamento de esferas para subir o monte.

O monte tinha uma estrada solitária da base ao topo, como se tivesse sido cuidadosamente penteada pela relva com o risco ao meio.

A recordação que fora ele, arrastava o veículo até ao topo espantosamente sem tropeçar nos atacadores frequentemente mal apertados; puxando-o pela corda que servia para mudar de direcção.

Subia sempre o monte a pensar no prazer da descida. Uma ideia motivadora que o impelia incansável. Uma subida… Correspondia sempre a uma descida. Àquela sibilante vertigem que dava uma sensação de imponderabilidade. Sendo, claro está, “imponderabilidade” apenas mais um vocábulo que ainda nada lhe dizia.

Apesar de durante muito tempo não ter pensado nesses dias despreocupados, a comparação ocorria-lhe agora pois outra não havia que mais se adequasse.

Ao longo dos anos deixara o fio dessas recordações esticar-se, tornando-se mais ténue à medida que com outros ia interagindo e incorporando-se nas suas vidas. Do mesmo modo que estes o tinham feito em relação a ele.

Algumas vezes se interrogara sobre o sentido de tudo aquilo. Mas não muitas. Tal como no tempo do carro com rodas de rolamento, sentia a existência de um qualquer mecanismo invisível que mantinha o equilíbrio de todas as coisas por detrás da realidade. Os bons e os maus momentos, alternavam-se como os dias e as noites, as subidas e as descidas, a dor e o prazer.

Mas naquele dia sentiu que chegara a meio.

Por momentos voltou ao topo do monte (que na sua perspectiva mais madura era apenas uma ladeira um pouco mais inclinada) com o vento a segredar-lhe nos ouvidos palavras de um mar distante.

Sempre soubera de algum modo que todas as ladeiras mereciam ser subidas. E era isso que mais uma vez via. Não o que lhe custara a subida ou o tempo dispendido. Mas o caminho de volta, que percorreria agora de um modo veloz com o qual o tempo pouco teria a ver. Nem sequer a distância ou o espaço.

Era uma descida algo intemporal e difícil de explicar. Uma vez que, embora sentisse que a estava agora a iniciar, na realidade já a concluíra. E olhando para baixo via-se a si próprio olhando para cima com um sorriso nos lábios. Como que à espera de si próprio.

Para se completar.


Música de Fundo


The Last Good Day of the Year - Cousteau




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