O Princípio da Excepção
- Onde se prova que algumas excepções são boas. Facto que por si só não exclui o princípio -
Não sou um apreciador de futebol. Apesar de a minha infância estar tão cheia dele como da Marcha de Alfama ou fado, aquela coisa sempre me deu sono e nunca consegui o “gestalt” para me identificar com uma equipa onde não jogasse.
Basicamente sou um individualista e a minha euforia pelas vitórias é breve. Talvez do conhecimento que tenho de como são efémeras e transitórias.
Um dia em que confidenciei a Romeu Correia (aí por 1986) que de todos os seus livros preferia “Desporto Rei” este surpreendeu-se, pois tratava-se de um imaginário que nada tinha em comum comigo. Ao que eu esclareci não ser pelo ambiente da história mas pelos seus personagens e vidas.
Hoje quando me deitei no sofá acompanhado de um gin&tonic, estava preparado para ver o início do jogo e entrar em “modo zapping” logo de seguida. De modo algum estava à espera de passar quase cem minutos de sobressalto, concentrado nos movimentos da Selecção Nacional.
É contra a minha natureza realizar-me através dos feitos de outros. Mas quando a três quartos do tempo, vi um grupo de jogadores em inferioridade numérica a trabalhar (finalmente) em conjunto como uma verdadeira equipa, senti um pouco de orgulho por estarem a representar o meu país.
Mesmo que este momento não se repita, continuarei a lembrar-me do único jogo de futebol que na minha idade adulta vi do princípio ao fim; a provar que há sempre uma excepção para toda a regra.
Parabéns SELECÇÃO!
Música de Fundo
“My Perfect Cousin” – The Undertones
- Onde se prova que algumas excepções são boas. Facto que por si só não exclui o princípio -
Não sou um apreciador de futebol. Apesar de a minha infância estar tão cheia dele como da Marcha de Alfama ou fado, aquela coisa sempre me deu sono e nunca consegui o “gestalt” para me identificar com uma equipa onde não jogasse.
Basicamente sou um individualista e a minha euforia pelas vitórias é breve. Talvez do conhecimento que tenho de como são efémeras e transitórias.
Um dia em que confidenciei a Romeu Correia (aí por 1986) que de todos os seus livros preferia “Desporto Rei” este surpreendeu-se, pois tratava-se de um imaginário que nada tinha em comum comigo. Ao que eu esclareci não ser pelo ambiente da história mas pelos seus personagens e vidas.
Hoje quando me deitei no sofá acompanhado de um gin&tonic, estava preparado para ver o início do jogo e entrar em “modo zapping” logo de seguida. De modo algum estava à espera de passar quase cem minutos de sobressalto, concentrado nos movimentos da Selecção Nacional.
É contra a minha natureza realizar-me através dos feitos de outros. Mas quando a três quartos do tempo, vi um grupo de jogadores em inferioridade numérica a trabalhar (finalmente) em conjunto como uma verdadeira equipa, senti um pouco de orgulho por estarem a representar o meu país.
Mesmo que este momento não se repita, continuarei a lembrar-me do único jogo de futebol que na minha idade adulta vi do princípio ao fim; a provar que há sempre uma excepção para toda a regra.
Parabéns SELECÇÃO!
Música de Fundo
“My Perfect Cousin” – The Undertones

14 comentários:
Foi um grande jogo mesmo, se eles jogassem sempre assim, pelo menos com a mesma vontade, a coisa era outra.
Quer dizer que hoje já podes mandar umas bocarras sobre as jogadas e isso tudo; hoje vais estar in ;)
100% habilitado, Vanus de Blog.
A parte que gostei mais foi quando o coiso centrou para o outro que deixou a bola passar para um baixinho; não foi golo mas foi uma bela jogada...
;-)
:D:D
Mestre, eu também vi esse lance, foi lindo; diz lá se alguma vez pensaste que simão sabrosa pudesse ganhar uma bola de cabeça? :p
TOM, foi um jogo de emoções, os gajos lá suaram a camisola e isso valeu bem a pena!
Mau foi o vermelho ao Deco, conta os ingleses ficamos muito desfalcados de meio campo... (eu depois explico)
Hj já podes ir para o café e mandar uns bitaites.
Isso faz me lembrar uma rapariga que trabalhava comigo durante o Euro 2004 que não sabia o que era um fora de jogo quando aquilo começou e para o fim já vinha para ao pé dos gajos dar opiniões sobre os jogadores que deviam jogar e o sistema tatico!
Abraços, Mestre
Semp+re pensei que o Simão as iria furar a todas (as bolas), Vanus de Blog.
E então a Cristina, sabrosa como é...
;-)
Fico à espera da tua análise, Irmão Terapia.
Essa fulana enganou-vos bem. Deu-se ao trabalho de aprender a terminologia do futebol, mas o que ela queria mesmo era passar-vos a mão pelo pelo, e se calhar "papar" aínda algum de vós mais desprevenido.
Abraços, jovem Arquichantre.
;-)
A última vez que vi um jogo de futebol da selecção (ao vivo) foi no estádio 1º Maio e era futebol feminino, o que me fez ficar até ao final na esperança de que trocassem de camisolas.
Foi uma desilusão
Papo-seco,
e não foste depois cumprimentar as jogadoras ao balneário?
Admira-me que esperasses isso, Papo-seco.
As mulheres são incapazes desse impulso de companheirismo e espírito de grupo, que nos faz tirar a camisola para um amigo/a.
Ademais, o mais certo seria a outra aproveitar para espalhar por aí que ela afinal tem implantes e anda a tirar quistos de um sovaco.
;-)
Francamente, Sniper...
Até parece que não sabes quais os perigos que espreitam um pobre tipo, que de repente se veja no meio de onze mulheres transpiradas e semi-nuas...
;-)
Nem todos os tipos correm perigo em situações esportivas, Old..;)
É preciso de tudo para fazer um mundo, Agatha.
Esses em Inglaterra são chamados de "cold fish".
;-)
Realmente não é o futebol que te interessa. Foi o cheiro a sangue que te prendeu à televisão. Isso de apreciares o trabalho da equipa é como alguém ver em directo uma batalha de uma guerra e louvar a técnica e a táctica...
O que são competições senão simulacros de guerra estilizados, SOD?
E olha que existem para todos os gostos em múltiplas variedades.
;-)
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