- A Blog is a Terrible Thing to Waste –
Esta tarde acordei sobressaltado no meu sofá após ouvir Floribella pedir na sua voz cantante – No Mr. Frodo. Please, not that ring… - e descobri que era tarde. A máquina zumbia em espera, e eu ainda não fazia sequer ideia do que iria ser o meu post para segunda-feira.
Lembrei-me que fazer um teste qualquer e postar os resultados, poderia eventualmente colmatar a falta de texto; mas não estou com paciência para perguntas complicadas e de qualquer modo os testes são como o sexo. Quase toda a gente aldraba os resultados em seu favor.
Foi por essa altura que me ocorreu ser bem mais interessante (agora não diria isso, pois deu-me tanto ou mais trabalho que espremer um texto para dentro do PC), criar eu próprio um teste que desse sempre o mesmo resultado embora com variantes. Assim pelo menos pouparia ao leitor, o esforço de tentar torcer um bocadinho a pontuação.
Se você tivesse que ser (cruzes canhoto t'arrenego) um personagem Pimba, qual seria? E teria lata para o admitir ou não? Teria ao menos consciência disso?
O teste é dirigido a todos os que têm blog. E mesmo não o tendo, cada um poderá escolher a resposta que mais se aproximar de como seria se o tivesse. Assim todos poderão participar, e beneficiar do conhecimento sobre o seu eu interior, como se tivessem lido um livro de Paulo Coelho.
Pois aqui vão as perguntas. Basta somarem os pontos atribuídos à resposta escolhida e conferir no final. Não vale espreitar, claro…
1 – (A Temática) - Que tipo de blog é o seu, ou como é considerado por aqueles com quem você concorda?
1.1 – Generalista mas com um acentuado cariz político. A vida quotidiana do país e das suas gentes deve interessar a todos, e ser levada até mesmo aqueles que se estão borrifando para ela (Some 5).
1.2 – Generalista, sobre tudo e sobre nada, ou mesmo ás vezes sobre si. Se tiver que contar uma piada, pelo menos vai preocupar-se em procurá-la num almanaque com mais de cinquenta anos, em vez de se ir inspirar no jornal da manhã (Some 10).
1.3 – É um blog sobre si próprio/a. No fundo ninguém o/a conhece tão bem como você; e quem achar o contrário é porque não o/a conhece ou nunca conheceu. E assim pelo menos tem onde o afirmar alto e em bom som (Some 30).
1.4 – Blog “manta de retalhos”. Por definição aquele para onde se atira tudo o que aparece por e-mail ou se vai encontrando pela Net. Não tem qualquer conteúdo original; mas também não precisa pois trata-se de um blog e não de criação de qualquer tipo (Some 15).
2 – (As Referências) – Qual o tipo de links que tem no seu blog?
2.1 – Amigos, conhecidos (virtuais ou não, mas sem distinção alguma entre si) e blogs que realmente gosta de ler (Some 15).
2.2 – Páginas de gente famosa (não interessa aqui porquê o são ou como), museus e orquestras sinfónicas, ou locais estranhos como o Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial; embora toda a gente suspeite que você é “caixa” num minimercado (Some 25).
2.3 – Não tem links porque acima de tudo preza a sua liberdade intelectual. E os espíritos livres não se devem prender a coisas comezinhas como o apreço dos outros. De qualquer modo também ninguém o/a linkava… (Subtraia 5)
2.4 – Linka quem também o faz para si ou tem apenas “referrals”. Assim não tem que se preocupar em ferir ou não susceptibilidades; e ainda goza o privilégio de saber quantos incautos caíram no seu blog, em busca do coiro mal malhado da Ana Malhoa a cantar no duche (Some 10).
3 – (A Imagem) – Qual o tipo de template, ilustrações ou fotos que constituem a sua imagem para quem o visita?
3.1 – Cores simples e repousantes, uma imagem relacionada com a temática e um “disclaimer”; para que quem não esteja interessado, se possa pôr a milhas antes de se aborrecer mortalmente (Some 10).
3.2 – Cores vivas e imagens com impacto. Um blog deve ser tão acutilante e certeiro como aquilo que quer transmitir a quem o lê. Utilizaria um template mais elaborado, se conseguisse dominar aquela porra do HTML (Some 35).
3.3 - Cores suaves e imagens bucólicas, quase poéticas; com uma ou outra citação de aspecto profundo. Porque você quando escreve dá-se completamente. E não perde uma oportunidade de o afirmar a quem o/a quiser ler (Some 10).
3.4 – Caótico e destrambelhado, com a mesma cor que tinha quando escolheu o template ao acaso num site qualquer. Afinal o que conta é a mensagem, e há mais para fazer da vida que perder tempo a transformar o blog num atelier de decoração de interiores (Some 5).
4 – (A Palavra) – Que tipo de termos ou fraseologia utiliza quando escreve (ou copia)?
4.1 – Escreve como se falasse para alguém (embora se arrisque a estar a falar “para o boneco”), pois se tem algo a dizer é melhor que tal seja dito de modo que quase todos compreendam (Some 5).
4.2 – Utiliza uma fraseologia neo-romântica em que sobressaem os termos: sintonia, química, partilha, delícia; acabando por fazer citações de Saint Exupery ou outros escritores piegas, para compor o ramalhete (Some 10).
4.3 – Fala imenso de sinergia, premonitório, basilar. E quando não lhe apetece escrever publica extractos enormes em línguas estrangeiras, para que avaliem a sua capacidade de poliglota ou de bem dactilografar sem erros (Some 10).
4.4 – Usa de tudo indiscriminadamente. Desde linguagem de bebé até ao profano dialecto dos saudosos carroceiros do Largo do Chafariz de dentro. Se tem um blog, é para lá poder dizer o que normalmente lhe valeria alguns olhares de comiseração na “vida real” (Some 30).
5 – (O Inter-relacionamento) – Qual o tipo de comentadores que tem no seu blog? E isso agrada-lhe?
5.1 – Amigos, conhecidos ou apenas desconhecidos que vêm dizer olá e comentar os conteúdos ou tagarelar na caixa de comentários; e mesmo um "troll" ocasional. Pode não lhe agradar sempre o que dizem, mas desde que não se estiquem está tudo bem. A vida é mesmo assim (Some 10).
5.2 – Não permite comentários pois o mundo ainda não está preparado para si (ou vice-versa). Ainda tinha que se chatear com alguém, e as discussões virtuais são sempre muito chatas, pois não sabe muitas vezes quem são o que dificulta seriamente qualquer vingança ou retaliação (Subtraia 5).
5.3 – Aduladores/as e cortesãos/ãs que passam o tempo a enaltecer as suas virtudes e da sua obra. No fundo todos querem algo de si; e o seu sonho é que um dia se aventurem a estabelecer contacto nesse sentido. Colateralmente alguns engates, ex-engates e ex-futuros engates muito ressabiados (Some 15).
5.4 – Os bloggers que você visitou no dia anterior, naquela exaustiva maratona de quatro horas em que escreveu quase sessenta e sete comentários, esperando que tenham a decência de o/a visitar também (Some 20).
Resultado do Teste
O resultado deste teste é destinado à sua aferição pessoal. Pode porém compartilhá-los com toda a gente no seu blog ou mesmo aqui; embora eu não encoraje esse procedimento. As vergonhas devem-se manter em privado.
(76 ou mais Pontos) - Você é José Castelo Branco / Arlinda Mestre – Não há dúvida que é mesmo pimba. Não só o é como não se envergonha disso, e tenta metê-lo à força pelos olhos dos outros adentro como se fosse um diploma de doutoramento em física quântica. Se o seu blog fosse uma casa, estaria revestido com azulejo de casa de banho.
(De 51 a 75 Pontos) - Você é Mónica Sintra / Roberto Leal – Um pimba à boa maneira simples e Lusitana (que também os há lá fora, pois já vi). Sempre com um sorriso rasgado ou uma piada sobre hemorróides (juro que não é contigo Eufigénio); você é o sal da terra mas também a areia na vaselina. Se os blogs fossem cotados na bolsa, você morreria endividado.
(de 36 a 50 Pontos) - Você é Herman José / Júlia Pinheiro – Já foi algo que não sabe bem o que era, mas optou por regressar ás origens. Pois são os simples que fazem as melhores audiências, empurram o país para a frente e possuem os Mercedes. Você é um/a senhor/a! Pelo menos é o que a porteira não se cansa de repetir aos outros condóminos.
(35 Pontos ou menos) - Você é Cinha Jardim / Pequeno Saúl – Não pode ser considerado/a pimba na verdadeira acepção do termo. Na realidade quando morrer vai ser autopsiado em Roswell, pois ainda ninguém conseguiu determinar qual a singularidade cósmica que provocou a sua eclosão. Um dia num futuro distante será finalmente compreendido/a e convenientemente amaldiçoado/a.
E aqui termina “TheOldMan – O Teste”. Um precioso instrumento de auto-avaliação que me demorou uma porrada de tempo a fazer, e sem o qual eu teria visto um filme bem interessante.
Para dúvidas, injúrias, “mailbombs” e doações de órgãos sintam-se avontade para utilizar os comentários ou o mail ali ao canto (especialmente para o caso dos tais órgãos).
Música de Fundo
“Na Internet” – Quim Barreiros
