O Último Aniversário do Ano
- Onde não se demonstra absolutamente nada sobre seja o que for; objectivo este alcançado por via do espírito natalício e outras filosofias fisicamente incapacitantes -
Hoje quando acordei não fazia a mínima ideia de qual o dia em que estava. Tentei concentrar-me e evocar acontecimentos que me situassem nas coordenadas temporais com que classificamos os dias, mas nada a fazer.
Estava perdido no tempo.
Normalmente esta é uma afirmação que é seguida de um enorme alarido, pânico e fuga em todas as direcções. Mas eu tinha acabado de acordar; e essa não é altura que permita grandes arranques ou tiradas extensas sobre a nossa periclitante situação na matriz do tempo.
Virei-me para o outro lado e dormi mais um pouco.
Ao acordar pela segunda vez, o meu subconsciente já se encontrava preparado. Abri o olho esquerdo que se encontrava directamente apontado para o minúsculo calendário do relógio de pulso, fechando-o logo de seguida para digerir a informação – 28. Estamos a dia 28.
Comecei a sentir-me invadir pela culpa, como um pano que a chuva vai encharcando. E quanto mais o tempo passava sem que eu o dissesse a mim próprio, mais encharcado em culpa me sentia. – Era dia 28 (e não 27 como eu poderia afirmar sob juramento) e ainda não tinha feito o post de aniversário para a Vanus de Blog.
Estava metido num lindo sarilho.
Para mais não me lembrava de nada que não fossem as ocas e gastas fórmulas de cortesia para estas ocasiões – Tu és para mim quem mais… (pois é, vindo do tipo que se esqueceu da data… até parece a sério).
Por isso creio, querida Vanus de Blog, que o post de aniversário este ano vai ser um pouco diferente. Não me vou alargar em rasgados elogios sobre a relação única que temos ou pela raridade que é encontrar alguém com quem se possa estar como connosco próprios.
Não vou sequer repetir (mais uma vez) que além de tudo o mais és também a minha melhor amiga. Vou apenas deixar-te os meus parabéns.
Sim. Porque nesta altura, só tu conseguirias fazer-me vir aqui para escrever um post.
Música de Fundo
“The Killing Moon” – Echo and the Bunnymen
LINK para o clip
- Onde não se demonstra absolutamente nada sobre seja o que for; objectivo este alcançado por via do espírito natalício e outras filosofias fisicamente incapacitantes -
Hoje quando acordei não fazia a mínima ideia de qual o dia em que estava. Tentei concentrar-me e evocar acontecimentos que me situassem nas coordenadas temporais com que classificamos os dias, mas nada a fazer.
Estava perdido no tempo.
Normalmente esta é uma afirmação que é seguida de um enorme alarido, pânico e fuga em todas as direcções. Mas eu tinha acabado de acordar; e essa não é altura que permita grandes arranques ou tiradas extensas sobre a nossa periclitante situação na matriz do tempo.
Virei-me para o outro lado e dormi mais um pouco.
Ao acordar pela segunda vez, o meu subconsciente já se encontrava preparado. Abri o olho esquerdo que se encontrava directamente apontado para o minúsculo calendário do relógio de pulso, fechando-o logo de seguida para digerir a informação – 28. Estamos a dia 28.
Comecei a sentir-me invadir pela culpa, como um pano que a chuva vai encharcando. E quanto mais o tempo passava sem que eu o dissesse a mim próprio, mais encharcado em culpa me sentia. – Era dia 28 (e não 27 como eu poderia afirmar sob juramento) e ainda não tinha feito o post de aniversário para a Vanus de Blog.
Estava metido num lindo sarilho.
Para mais não me lembrava de nada que não fossem as ocas e gastas fórmulas de cortesia para estas ocasiões – Tu és para mim quem mais… (pois é, vindo do tipo que se esqueceu da data… até parece a sério).
Por isso creio, querida Vanus de Blog, que o post de aniversário este ano vai ser um pouco diferente. Não me vou alargar em rasgados elogios sobre a relação única que temos ou pela raridade que é encontrar alguém com quem se possa estar como connosco próprios.
Não vou sequer repetir (mais uma vez) que além de tudo o mais és também a minha melhor amiga. Vou apenas deixar-te os meus parabéns.
Sim. Porque nesta altura, só tu conseguirias fazer-me vir aqui para escrever um post.
Música de Fundo
“The Killing Moon” – Echo and the Bunnymen
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