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| As mulatas são doidas pela piroga do Cabral!... |
Foto: Net (o que é que pensavam?)
Momento Cultural
- Onde o autor se gaba descaradamente da sua cultura “de algibeira”, acabando por ficar provado que apesar de uma boa memória, não possui qualquer sentido das conveniências -
O nosso imaginário é feito de referências cruzadas e associações. Quem nunca a meio de uma conversa, sentiu o espírito derivar para algo aparentemente não relacionado com o assunto, levado por uma palavra ou uma descrição mais colorida?
Há uns dias encontrava-me a meio de uma daquelas conversas entre machos, em que se referia o divórcio de um conhecido, com todo o consequente cortejo de conjecturas e insinuações que é costume nestes casos (Sim, meninas. Vocês e os homens não são tão diferentes assim), quando subitamente me recordei de uma lenda Índia, que me fora contada há muito tempo por um brasileiro de voz grave.
Trata-se de uma canção, que conta uma pungente lenda da selva amazónica. Um autêntico poema que fala dos índios, de uma história de amor e de uma enorme e cobiçada piroga…
A Lenda da Piroga de Cristal
(Música e Letra de Paulo Silvino)
Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo pro mar
Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo pro mar
Falado:
"Essa é a lenda da Piroga de Cristal. Uma história escrita num tempo muito remoto, quando o Brasil nem era Brasil: era Pindorama. As pirogas, como vocês sabem, são as canoas dos índios. E tem índio com piroga pequena, piroga grande, depende do tamanho das árvores que eles derrubam para esculpir no seu tronco a piroga. Essa lenda conta o caso do índio Boi Xavante que derrubou um enorme Jequitibá e fez uma piroga imensa que ele mantinha sempre envernizada com óleo de carnaúba. Ele era muito respeitado na tribo toda por causa disso, porque ele alimentava toda a tribo com aquela piroga. Voltava sempre da pesca com a piroga cheia de peixe, e de vez em quando vinha até um siri preso na piroga. Era uma loucura! Até que um dia…"
Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo pro mar
Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo pro mar
Boi Xavante, índio bravo
Com um enorme pirogão
Raptou a índia filha
Do cacique Gavião
Seu marido, Cão do Norte
Aliou-se ao Pajé
Procurando vingar com a morte
A desonra da mulher
Destruam a piroga dele
Botem fogo na piroga dele
Pulverizem a piroga dele
Acabem com a piroga dele
Mas, Jaci ouviu
As preces do casal
E transformou a embarcação do Boi Xavante
Numa bela piroga de cristal
Mas a índia estabanada
Foi dançar de empolgação
Deu com o pé na bola errada
E quebrou o pirogão
Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo pro mar
Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo pro mar
Destruam a piroga dele
Botem fogo na piroga dele
Pulverizem a piroga dele
Acabem com a piroga dele
Destruam a piroga dele
Botem fogo na piroga dele
Pulverizem a piroga dele
Acabem com a piroga dele
Mas, Jaci ouviu
As preces do casal
E transformou a embarcação do Boi Xavante
Numa bela piroga de cristal
Mas a índia estabanada
Foi dançar de empolgação
Deu com o pé na bola errada
E quebrou o pirogão
Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo pro mar
Como era grande a piroga dele
Descendo o rio, correndo pro mar
Para os mais apreciadores de recolha etnográfica, aqui fica um vídeo (link) com a declamação deste poema. A imagem não é grande coisa, mas o som vale pelo resto.
Sem música (já tem que chegue)


2 comentários:
JOGA BOSTA NA GENI
JOGA MERDA NA GENI
ELA É BOA DE CUSPIR
.............
QUERIDA GENI...
ou qualquer coisa assim...Chico conhecia essa LENDA?
Fala também de um zeppelin, não é?
;-)
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