Imagem: Net
Electric Dreams
- Quando na meia-idade se vive parcialmente um futuro idealizado na juventude, é natural que tarde ou cedo se acabe por falar nisso. -
Que o passado (nomeadamente os anos oitenta) está de volta, já a maioria de nós sabia. Desde as reedições de antigas séries televisivas em DVD, até à questionável estética do vestuário futurista. Mas nem tudo se resume ao repescar de coisas já existentes e semi-esquecidas.
No próximo ano (espera-se) irão estrear nos cinemas três filmes que me interessam. Um deles é “TRON Legacy”, que chega aos cinemas em 13 de Janeiro; com realização de Joseph Kosinski. Um desconhecido que até agora só realizou um série de TV e clips para a Xbox 360.
Jeff Bridges aparece no filme para assegurar a continuidade do personagem (agora é o filho dele que se mete em sarilhos no ciberespaço) e pouco mais me interessa saber por enquanto. Uma vez quer o importante neste caso é o regresso a algo que aconteceu no passado; e o público-alvo sem dúvida será (embora se espere uma grande aceitação por parte das camadas mais jovens) composto pela maioria dos que em 1982 se perderam por 96 minutos, dentro de uma matriz de circuitos impressos e objectos cheios de ângulos agudos.
O segundo é “Neuromancer”. Baseado na mais conhecida obra de William Gibson, que além de ter inventado o termo “Ciberespaço” é um dos criadores da corrente “cyberpunk” da literatura de Ficção Científica, juntamente com Phil K. Dick, Bruce Sterling, Rudy Rucker e mais uns quantos que não me ocorrem de momento.
A ser bem realizado e com orçamento adequado, não tenho dúvida alguma que será algo tão marcante como “Blade Runner”, “Matrix” ou o infeliz “Dune” que quase foi destruído pelos estúdios na fase de pós-produção quando lhe tentaram reduzir o tempo de duração para quase dois terços (felizmente, encontra-se a circular pela net uma versão “fan edit” que põe um pouco mais de nexo naquela desgraça em que transformaram um dos melhores filmes de David Lynch).
Vincenzo Natali realizador de “Cube” e “Splice”, foi escolhido para dirigir este épico que vai desde Chiba City no Japão a Villa Straylight (uma estação espacial estacionada em órbita alta). No qual Case, um Hacker cujas capacidades foram “queimadas” por uma micotoxina administrada por um cliente vingativo, vai tentar recuperar a sua vida naquele lugar virtual; onde as inteligências artificiais trocam ideias nas suas suaves vozes binárias.
Por último o melhor (para mim, claro) de tudo. Finalmente alguém vai pegar no clássico de H. P. Lovecraft, “At The Mountains of Madness”. Um livro que, devido ao facto de eu ser um leitor precoce me pregou um cagaço enorme; que só passou quando descobri que o Necronomicon nunca existira. E que afinal (tal como o Mito de Cthulhu) fora inventado para apimentar uma série completa de romances de horror. Já não contando com o facto de entretanto se ter provado que não existem ruínas algumas no Pólo Sul.
Será realizado por Guillermo del Toro (“Hellboy” e “El Laberinto Del Fauno”) e produzido por James Cameron. Sendo este último a principal razão (não esquecendo o autor do livro, claro) para eu achar que finalmente vai aparecer um filme, que me fará sentar numa sala de cinema cheia de miúdos irrequietos aos pulos, e a limparem às cadeiras as mãos cheias de manteiga das pipocas.
Música de Fundo
Jump Around – House of Pain


4 comentários:
Mona Lisa Overdrive :DDDD Pode ser que façam a trilogia..mas não me parece que corras o risco de encontrar "miudos irrequietos aos pulos" na sala :))
Um beijo e bons passeios no fim-de-semana; cuidado com os carros,ok??
Vale a pena lê-lo, Monalisa; mas isto de triologias dá sempre bronca, pois acabam por se desleixar um bocado para o fim.
"O irrequietos e aos pulos" era mais uma figura de estilo. Mas se fosse o caso, também podia aproveitar a escuridão para distribuir um ou outro tabefe furtivo.
;-)
Call it Ktulu?
"Call of Cthulhu", SOD.
;-)
Enviar um comentário