Foto: Net
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O meu amor
são uvas
saboreadas
bago
a
bago
numa totalidade
nunca igual
à sua soma
uma sede
ígnea
e nunca satisfeita
perdida
num deserto de luz
e açúcar
um réptil de incompleição
e desejo
merovíngio e imortal
que submerge
tempo a tempo
como quem dorme
em sobressalto
uma cria de fera
que brinca
ruge
e testa as unhas
para mais tarde
emboscar traiçoeiramente
o teu carnudo coração.
Música de Fundo
Tear You Apart - She Wants Revenge (link)


18 comentários:
Escreveu isso com seu kit de letras magnéticas para porta de geladeira Arno?
Deixe que lhe informe de uma coisa, moço. Se voltar a vir gritar no meu blog (escrevendo em maiúsculas), terei o maior prazer em apagar seus comentários.
Sacou?
PS: Desculpe minha liguagem meio confusa, mas estou tentando dizer-lhe isto de modo que compreenda logo a primeira.
inté...
Oi cara, ocê tá com medo de algo? A falar assim pro... pra... pro... sei lá!!!
Ela há cada uma... Fartei-me de rir, não com o poema mas com raspanete.
Ai se estivesse ao alcance da mão ou da biqueira da bota...
Vá, tem calma... Abraço!
Deve ser uma dor qualquer, Boaventura (senão, não gritava).
Abraço
;-)
Gostei
(e li duas vezes, para no intervalo ir procurar o significado de
merovíngio)
(e gostei por achar que deve ser assim, apesar da incerteza do sentido - o que retiramos pode não ser o que o seu autor queria dizer ou o que qualquer outra pessoa lê - que encontro na maioria dos poemas e é também por isso que prefiro a prosa)
Obrigado, Gabi.
É a incerteza do sentido que impede que se tome a poesia como certa. Existem pelo menos três "realidades"; o que significa parab o autor, o que este quer transmitir (nem sempre coadunantes) e a imagem que ajuda a formar na mente do leitor.
É uma escrita de beleza e enganos; poderá dizer-se até que a poesia é o rímel das palavras (ou isto sou eu que me deitei tardíssimo).
Veju que gostaste do Tron (aínda estou à espera da versão DVDRip).
;-)
quando cheguei à parte do "deserto de luz e açúcar" tive um pico de hiperglicémia, mas acho que foi devido aos enchidos do cozido à portuguesa do jantar.
De resto, cá se vai, co'a cabeça entre as orelhas, equanto tenho.
Abraço.
Francisco de Blog, essas noitadas gastronómicas aínda vão deixar Lagos culturalmente mais pobre (assim como um longo rasto, lavrado pelas tuas chorosas admiradoras).
Eu também tento manter a cabeça entre as orelhas. E aviso sempre que são apenas decorativas; não servindo para serem puxadas no "calor do momento".
Abraço
;-))
Acho então que a mensagem atingiu o objectivo certo; quanto às convenções, utilizo as que se encontram em vigor no grupo/colectivo no meio do qual vivo.
Nada me obriga a ter que aceitar INDISCRIMINADAMENTE o "acolhimento" de seja quem fôr.
E não gosto dos teus modos.
Dá para perceber?
Deves ser um quadrado preso as convenções de condomínio, um salazarista engomado, um pobre coitado que segue as massas menos as de comer.
Coitadinho.
E SUMA-SE COM SEU PAR DE ORELHAS ULTRA SENSÍVEIS....
Valha-me o Senhor do Bonfim! Um anónimo chateado. Quem será?...
Pela conversa, dá para perceber que terei no futuro problemas com o meu condomínio; e logo eu que tenho pago todas as mensalidades...
Mas a interrogação que mais me vem aguilhoando, é - Quem será o misterioso anónimo?
;-)
Ah! Já sei!
Deve ser aquele rapaz que fala um português esquisito e tem um blog com posts copiados de outros.
;-)
Só pode ser.
;-)
Começa a desenhar-se um padrão bem nítido no meio de tudo isto.
Afinal não é a primeira vez que tem boiola ou corno patético berrando no meu blog.
E na verdade estas altercações são mesmo gostosas Serginho.
Valeu!
Interessante poema.
Nada demais, Fátima.
Apenas "LEGO® de palavras" (mas as palavras são autênticas).
;-)
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