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O Post da Vitória e etc.
- De como a maior força política em Portugal (A Abstenção) conquistou uma muito merecida vitória; e mais uma ou outra trivialidade sem interesse de maior. –
Sem dúvida que mais cinco anos com Cavaco, vão ser algo tão divertido como trabalhar na galeria mais profunda de uma mina de chumbo. Mas seria isso ou as ainda mais pífias alternativas; das quais não falaremos aqui, pois são daquele tipo de coisa sobre a qual é de notório mau gosto falar mais do que o necessário.
53% é um numero interessantíssimo. Apesar de não merecer grande projecção quando atribuído a desconto nos saldos; no que toca à recondução do Senhor Silva é de uma dolorosa clareza (para ele; que a mim não me dói nada). Na prática, 53% dos eleitores não o acharam suficientemente importante, nem acharam que isso justificasse sequer o esforço dispendido para saírem de casa (e alguns deles, até mesmo para tomarem banho).
Esperam-nos pois, cinco anos de “mal menor”. O que servirá igualmente para manter o PS na ordem; pois estes ficaram a saber (se não foram suficientemente dedutivos para o descobrir até agora) que dá tanto (ou tão pouco) trabalho eleger um governo do PS como um do PSD e que, já que temos que ser aldrabados por alguém, não temos preferência alguma sobre a quem deve ser atribuído tão gratificante e lucrativo mister.
Mas adiante que se faz tarde.
Tal como os meus (poucos) habituais leitores devem já ter reparado, agora o acto de comentar está ainda mais dificultado apesar de eu ter mandado retirar a “verificação das letrinhas” (não faço a mínima ideia de como apelidam aquilo). Passando a ter que esperar algum tempo (sorry!) enquanto eu “desinfesto” a caixa de comentários, que de há uns dias para cá vem sendo frequentada por um Troll.
Se fosse há uns quatro ou cinco anos, talvez eu ainda me desse ao trabalho de manter algum diálogo com o intruso; quanto mais não fosse, para saber o que o impulsionava. Mas hoje em dia reconheço a grande vantagem das soluções directas para resolver “pequenos incómodos” (os prussianos é que tinham razão com o seu: “trata-se já do assunto e não se fala mais nisso”).
Para mais, à medida que o “diálogo” ia evoluindo, o “bicharoco” ia apagando os seus próprios comentários anteriores. Tendo apenas deixado um, porque cometeu o deslize de o escrever como anónimo; talvez na esperança de que eu não reconhecesse a sua prosa de “fino recorte literário”
Ora como muitos de vocês sabem, eu sou um tipo de boa índole, caritativo (bem, já fui Sumo Pontífice) … e até reciclo; mas coisa que raramente deixo passar é que alguém venha a “minha casa” e saia sem aquilo que procurava. É claro que o tipo talvez viesse à procura de algo ligeiramente diferente, mas eu já sou um tipo de “uma certa (LoL) idade”; e esgrimir verbalmente com Trolls não faz parte das minhas actividades favoritas.
Por isso desculpem lá o mau jeito, mas enquanto eu não considerar este blog verdadeiramente desinfestado de pragas, vai continuar a haver moderação nos comentários.
Música de Fundo
Life Goes On – Noah and the Whale


14 comentários:
Ele há cada um...e começou logo com aquele pedido de "catadela blogosférica" a cheirar a esturro..enfim,gente que não sabe o que fazer ao tempo que tem.
Olha lá, não sei se são poucos...mas são bons,certo???(deixa-me lá ir outra vez encher o o frasquinho da água-benta...esvazia-se tão depressa):DD
Beijo e boa semana.
No tempo das pessoas duma certa idade utilizava-se um recipiente de barro (tipo assador de castanhas) com alecrim a arder para afastar os espíritos (maus) pelos quatro cantos da casa.
É garantido, juro! Pelos nossos 53,37%.
Monalisa, aquela de apagar os comentários e deixar o adversário no vazio é o truque mais "manjado" de toda a blogosfera.
Aínda mandou mais um comentário (que apaguei, tal com farei a todos os outros) a informar que é um médico de 73 anos e está muito escandalizado com o meu comportamento (já há algum tempo que não me ria com tanta vontade).
Ora, quem disse que não eram bons? (Devem ser dos melhores, porque só em pachorra para lerem isto, já valem uma fortuna).
Quando precisares que benza o cantil é só dizeres.
Beijo e boa semana também.
;-)
Eduardo, o tipo até já diz que tem 73 anos (infelizmente deve ter estado em criogenia, pois comporta-se como se tivesse 15, ou 45 se estiver em crise de "meia-idade").
Em vez do alecrim, sou mais apologista do "alcatrão & penas"; acho que o odor predura na memória por muito mais tempo.
Estou a ver que também pertences à "Irmandade da Abstenção".
Acho que está na altura de criar neste blog (e à semelhança da nossa "religião franshising") uma loja maçónica que reuna os "abstencionistas" e lhes permita trocar ideias (assim como tachos, cunhas e outras influências).
Que achas de "A Grande Loja das Pequenas Coisas" (ad astra per alia porci)?
;-)
Acho que me revi na 1ª parte do texto quanto às abstenções (mas tomei banho).
Quanto à 2ª, talvez um dia devesse escrever um post (ou não) sobre as vezes em que na vida real ou na virtual não consegui evitar que pessoas de quem gosto e admiro (isto mais na vida real)se zangassem.
Receio que por ser mal interpretada possa aborrecer ou magoar alguém (o que não quer dizer que queira fazê-lo intencionalmente) e grandes divergências podem começar por más interpretações.
Isto vai acabar por ser um comentário comprido porque estou a aproveitar para reflectir e recordar o passado, como quando era criança e um senhor com barriguinha pensou que estava a fazer troça dele, quando quem estava a fazer troça, não era eu, mas duas amigas, e não estavam a fazer troça dele, mas de outro senhor, também com barriguinha; ele ficou magoado e zangado com as três e não gostei nada daquilo.
Claro que esta situação não tem nada a ver com isto, excepto pela sensação de impotência.
De onde estou, um mal-entendido transformou-se em bola de neve que não sei parar.
Gosto do Hesseherre que penso será mesmo um médico brasileiro reformado de 73 anos que escreve no seu blog e me envia e-mails às vezes com um sentido de humor diferente e gosto de si, do Oldman, pelo seu sentido de humor e sensibilidade.
Espero poder continuar a conhecê-los aos dois virtualmente e um dia, se for possível, no mundo real, e que não me interpretem mal a mim pelo que escrevi agora.
Gábi
Penso que nada há neste comentário que eu possa interpretar de modo errado, Gabi. Nem me sinto ofendido ou melindrado pelo facto de (naturalmente) teres a tua própria opinião sobre o assunto.
Já no que toca ao Hesseherre, não a compartilho.
Embora ele tenha apagado (quase) tudos os comentários que escreveu, não foi há tanto tempo assim. E de qualquer modo, não é algo que se explique fácilmente numa caixa de comentários.
;-)
"No Problemo"
Ainda bem (a 1ª parte da resposta e a final)
:)
Quando a ocasião for propícia eu contarei como se passou.
;-)
A "Grande Loja das Pequenas Coisas" não me parece desasjutada.
Já que existe uma loja com muitos éles e xizes para os grandes - os meus cento e oitenta centímetros de altura não permitem dela usufruir - , porque não aproveitar as pequenas ideias de pacata gente?
Nem todos os grandes génios eram altos. Nem todos os pequenos vigaristas eram baixos.
Baralha e dá. Cá estarei.
Isso vai ter que esperar um pouco, Eduardo.
O tipo não desiste e tem-me pedido encarecidamente que lhe responda como merece.
Vai dar "festa"; vais ver (e eu que gosto tanto de festas)...
Abraço
;-)
De parvos e de tontos...
Abraço!
É verdade. E nasce um todos os dias.
Abraço
;-)
Essa jogada dos abstencionistas foi uma jogada arriscada. A não ser que quisessem mais umas semanas de festa. E com o Carnaval tão próximo...
É preferível não contar com as favas contadas e evitar que nos calhe a fava, não nos abstendo de participar.
Música de fundo:
Say It - D. R. I.
Não posso falar pelos outros (abstencionistas), SOD. Mas a minha posição é a de não aceitar nenhuma dessas pífias candidaturas.
Preferia um Presidente da República que não me envergonhasse cada vez que abrisse a boca em público.
Acho que não é pedir demais.
;-))
(juro que pago alguns impostos)
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