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| Na sua ânsia de emular Marat, Bin posa em centerfold para os fãs da Guiness. |
Foto: Net
Morte à Eurásia!
- Num qualquer universo paralelo alguém se prepara para tomar o pequeno-almoço quando anunciam a morte do “Grande Adversário”. Infelizmente todos os índices de audiência ficaram aquém das expectativas. Não haverá segunda temporada. -
Não faz grande diferença que hoje em dia o Grande Irmão seja preto e vote pelos Democratas, ou se os asiáticos nos vendem incenso e leitores de Blue-Ray. O importante é que foi destruído mais um dos principais ícones da diabólica Aliança Fundamentalista Islâmica.
Não sei se teremos sempre estado em guerra com a Eurásia, mas tenho a certeza que tal como “crise”, “guerra” é uma das palavras que sempre acompanharam as notícias desde que me lembro
Não interessa bem em que ano estamos, pois não há ponto de referência que possa ser usado com fiabilidade. Uma vez que o passado foi sucessiva e radicalmente alterado em função da necessidade política, e ninguém tem já a certeza se Bin Laden realmente existiu, ou não passou de uma invenção da NSA. Sendo talvez apenas um figurante recrutado através da extensa rede do American Idol.
Algumas das organizações que se movem na clandestinidade sugeriram até que todas as imagens são falsas. Não passando de fotomontagens obtidas a partir do processo “Che Guevara”, apimentadas com um “cheirinho” de efeitos especiais e publicadas na altura mais apropriada.
Esta é a altura ideal para que todas as teorias conspiratórias sejam finalmente formuladas e devidamente arquivadas juntamente com as provas físicas num qualquer armazém, localizado no interior de uma montanha calcária.
A população aliada comemora nas ruas a morte do inimigo. Como já o fez a Sacco, Vanzetti, Alger Hiss, Emanuel Goldstein e tantos outros. Símbolos jogados como naipes de cartas e queimados enfim como simbólicas e orientais relíquias num desvairado e pirotécnico fim de ano.
Não fui verificar, mas juraria que o Mercado de Valores terá hoje iniciado os trabalhos em alta; provando que a anulação de um mero símbolo, continua a ser mais importante para o destino da humanidade do que qualquer mudança física e efectiva no sentido de contrariar o aquecimento global.
É importante a ideia de que algo se modificou com a morte de Bin Laden. Infelizmente a realidade é que tal é menos importante que a frescura da espuma da cerveja que será anunciada no spot seguinte; ou que a divulgação da lista de prendas do Real “Casório” Britânico (tudo coisas que contribuem muito mais efectivamente para a paz entre a humanidade).
Não sei bem, mas se calhar tudo isto se deve ao facto de eu ter dormido pouco esta noite e não gostar de segundas-feiras. O Certo é que eu iria jurar que nem sempre estivemos em guerra com a Eurásia… Deve ser impressão minha…
Música de Fundo


4 comentários:
Eu estou mais inclinado a achar que o Ben Aladino era a última reincarnação do Elvis Presley , ou pelo menos do Gary Glitter (se é que este já morreu).
O Sacco e o Vanzetti, coisa dos anos 20/30 (?) foram obliterados como criminosos mas eram sindicalistas, ou anarco-sindicalistas, não?! Não quer isto dizer quie exista incompatibilidade entre a prática do sindicalismo e a do crime –os “sindicatos do crime” são famosos. Até me parece que o Sacco era descendente de açoreanos. Pelo menos é quanto me lembro de ter sido narrado por um amigo que ainda andou nas revoluções do PREC (gente politizada e informada). Não fui confirmar na enciclopédia, mas também não deve ser de fiar.
«Nem sempre estivemos em guerra com a Eurásia…» mas sempre que as relações (comerciais) afrouxaram, inventou-se logo uma cruzada para reposicionar a diálise. Sim, porque mesmo nos momentos de maior conflitualidade, as relações comerciais nunca pararam. Dantes era pelo azeite de candeio agora é pelo pitról.
;)
Do Gary não é de certeza pois este tem sido corrido sucessivamente do Cambodja, Vietnam e Filipinas devido a várias acusações de pedofilia; após ter estado preso na Inglaterra.
O Bin já é um caso diferente. Pois trata-se de um símbolo (e ficou provado) já gasto, com pouco valor estratégico numa efectiva luta contra o terrorismo.
Embora eu não seja grande apreciador de teorias de conspiração, o certo é que este tipo de acontecimentos se dão sempre em momentos chave e para os quais parecem ter sido feitos "por encomenda".
O que têm em comum todos esses nomes é que não passam de símbolos. Como pessoas eram quase banais, até começarem a ser diabolizados com o fim de serem apresentados ao público como a origem de todos os males (da época). Desviando assim a atenção popular de outros assuntos que se poderiam revelar incómodos para o "status quo".
"Os aliados de hoje são os inimigos de amanhã (e vice-versa)" é uma filosofia muito difundida, mas que nos dá uma boa ideia sobre a natureza das pessoas ou organizações que a seguem.
Mas que foi bem "despachado" foi...
;-)
Abraço
e acho que foi mesmo despachado, a avaliar pelo atabalhoamento americano nas 48 horas seguintes, com contradições, imprecisões, correcções... fosse montagem e tudo decorreria como uma criação de hollywood.
E eu a querer praia e a chuva que não pára... raios!
;)
Também não tenho muitas dúvidas em relação a isso, Francisco. Acho que lidaram melhor com este do que com o Sadam (julgamentos da treta não chegam aos calcanhares de uma boa acção directa. Como eu gosto de dizer, "despacha-se o assunto e não se fala mais nisso").
Eu vou ter o meu primeiro período de férias em Junho, mas estou a ver que tenho que optar por um local menos chuvoso. No Daily Mirror diziam há uns dias que a Grã-Bretanha está a atravessar uma vaga de calor...
;-)
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