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Anjo de Aço
É contra mim que exerço esta violência em não escrever. Como se ao amordaçar-me punisse alguma transgressão eventualmente cometida.
Mas não sinto culpa alguma que justifique esse facto.
Culpa seria curiosamente desculpa para essa espécie de culpado silêncio, e logo por ela própria obviamente desculpado. Mas não.
Nada do que sinto é publicável. Nada do que escrevo é compreensível, senão para mim. E eu, compreendo-me perfeitamente sem qualquer necessidade de escrever seja o que for.
Sejam estas linhas, uma história divertida ou uma acesa diatribe contra qualquer um desses óbvios alvos, que facilmente se podem escolher entre todas as coisas que estão mal feitas neste mundo.
É este o meu modo de ser violento. Não falar, não escrever, não estar aqui.
Voltarei, novamente, quando a raiva voltar a adormecer... mais uma vez.
Até já.


12 comentários:
Espero que a raiva não demore a voltar a adormecer
(odeio sentir raiva, mas ainda não sei como evitá-lo ou como a adormecer)
Até sempre ;)
Beijos.
Não demorará muito, Gabi (e peço desculpa pela demora a responder mas saí por uns dias).
A raiva é um dos melhores combustíveis que se pode queimar.
;-)
É mais até daqui a pouco, Monalisa.
Só que este tipo de disposição não produz textos divertidos.
Beijos.
;-)
Podias dedicar-te ao humor negro ou escrever um conto curto à E. A. Poe :)
Um conto gótico para a época natalícia talvez nem fosse má ideia, Xerxes.
;-)
Também há quem aprecie escrita abstracta. Eu prefiro coisas com múltiplos sentidos. Prefiro muito mais que sem sentido.
sim, sim, os contos... de réis.
;)
urgente enviar endereço p/ ganhar resma papel estampado stop
Tudo tem um sentido, embora nem sempre caminhemos na mesma direcção.
O que não notarmos numa viagem, provavelmente veremos na próxima.
;-)
Ah, Francisco de Blog... Os velhos "Contos da Monarquia".
Diz a tradição que se chamavam "contos de reis", porque El'Rei D. Luis raramente abria os cordões à bolsa; arranjando sempre uma boa desculpa para não ser ele a pagar a despesa.
;-)
Ainda bem que a raiva adormeceu, TOM!
:)
Tarde ou cedo acaba por adormecer, Janita.
É apenas uma questão de tempo.
;-)
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