quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Noites Arturianas
- Receita fetichista para noite temática, destinada a pares com tendências medievais ou pior ainda… –

Abrimos hoje e aqui (salvo seja) uma nova era na história deste blog, com a criação da iniciativa “quecas temáticas”, que esperamos venha a insuflar um pouco de ar puro no bafiento colchão de ar de algumas relações.

Desde já afirmamos que não forneceremos o equipamento; e calculo que compreendam isto muito bem, pois não teria lógica nenhuma quando se anunciasse as “matinées paleolíticas” que tivéssemos que fornecer um brontossauro a cada par (cada um que se agarre ao seu brontossauro, e não cobice o dos outros).

Para início do post de hoje, passamos a explicar o significado do termo “arturiano”; que como os mais perspicazes devem já ter adivinhado, concerne ao mítico “King Arthur” da não menos famosa távola redonda. Onde, dizem as más-línguas, este se inspirou para inúmeras noites temáticas.

Um dos modos mais utilizados para se imbuir do espírito Arturiano, é o episódio da “alegre estalajadeira”; que é assaz simples e económico. Para tal, basta (além do par interveniente, claro) um vestido de folhos, um louceiro de modelo antigo (não mais recente que “art deco”) e uma farpela que se pareça vagamente com uma armadura.

Embora possa parecer um pouco problemático arranjar este último adereço; penso que uma caçarola com fundo de teflon possa fazer de elmo, enquanto a cobertura térmica da tábua de engomar (desde que seja em cor cinza) poderá passar por uma finíssima cota de malha.

Seguidamente basta dar rédeas à imaginação e levantando-lhe as saias, empurrá-la para cima do louceiro, enquanto ela poderá soltar exclamações e frases de circunstância, tipo – Por S. Jorge! Dom Paio… Tendes o dito bem curado…

É possível que receba a sugestão para tirar do louceiro os pratos “de cavalinho” que pertenceram à avó Bia, mas deve recusar. Além de fazerem um belo ruído de fundo que ajuda a marcar o ritmo, ou a servir de “leit motiv” quando quiser atrasar a coisa; são igualmente úteis como propaganda para a vizinhança.

Pois estes sempre ouvirão o barulho que os fará imaginar cobiçosamente o que você poderá estar a fazer com a sua Briolanja, enquanto eles vêm a “1ª Companhia” ao lado da legítima que já ronca como um moinho de café.

É claro que as Noites Arturianas não ficam por aqui.

Sempre pode recriar as famosas reuniões da távola redonda; usando para tal a velha mesa em contraplacado comprada na “Karim Móveis”, e sobre a qual poderá fazer algumas investidas ou simplesmente deitar-se enquanto a sua parceira faz de “Donzela de Arles na apanha do tomate”.

Caso achem ser pouca gente para o episódio da távola redonda, sempre poderão convidar a miúda do 1º Andar que costuma tomar conta do bebé ás sextas. Mas não é aconselhável.

Primeiro que tudo, porque a maioria das parceiras costumam inexplicavelmente reagir de modo negativo a quase todos os termos franceses, especialmente ao “ménage a trois”. E em segundo lugar, porque a miúda é a única que tem farda de escoteira e será necessária para outra noite temática que proporemos aqui (O Escaldante Fogo de Campo).

Para compor o ramalhete poderá acender a lareira para fingir que é a caverna do dragão. E se tiver mesmo que ser (por imposição da estalajadeira, ou porque tenham aparecido de imprevisto), pode utilizar a sogra ou uma tia mais sisuda para o papel do Inquisidor Torquemada; o que costuma dar sempre uma nota de classe em saraus literários ou quecas fetichistas.

Mais barata e simples é a opção “Jorge e o Dragão”. Bastando para tal a lareira e um par de algemas; não sendo importante quem as usa, pois será o dragão aquele que soltar os mais sonoros gritos sendo Jorge o que na altura estiver “de cavalinho”.

E como diria Edmundo de Piemonte – Se não podemos levar o castigo ao dragão… levemos a donzela ao castigo…

Divirtam-se pois, na graça de Blog.

Música de Fundo
The Myths and Legends of King Arthur and The Knights of the Round Table
(Audição Integral) – Rick Wakeman

terça-feira, 27 de setembro de 2005

O Homem do País Azul

Quando há uns anos disseram a Manuel Alegre que este ainda iria ser um dia a bandeira do partido, não o avisaram que isso consistia em lhe espetarem um pau no recto para assim o exibir ao resto da nação.

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É Outra Vez Primavera


Não porque me tenha apaixonado e o meu espírito devaneie em doce alienação e sentindo-me em comunhão com tudo o que me rodeia; mas sim porque mais uma vez me constipei por não ter vestido o blusão para sair à noite.

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Zoologia

O pavão tem uma área circular e desimpedida na base do seu leque de penas, que serve para aí o pontapearmos quando nos fartamos da sua estúpida vaidade.

Todos os tipos de pavões têm o equivalente a esta particularidade; é uma questão de procurar e fazer bem a pontaria.

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Pensamento Mais ou Menos Profundo


Fidelidade é ela só ter amigas foleiras…

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Amizade que nunca foi testada é como uma arma que nunca se disparou. Um dia quando for realmente necessária, o mais provável é encravar…

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Há pessoas que pela sua sofisticação e presença, conseguem transformar em cacilheiro qualquer iate de luxo.

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Variante

(Para escrever em barcos de recreio)

“A minha mãe foi a Cuba e a única coisa que me trouxe foi esta miserável jangada de bidons…”

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Eu acredito nas virtudes naturais da saliva. E isso tem-me poupado imenso dinheiro... e atritos também.

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Música de Fundo
She Wants To Move” – N.E.R.D.

domingo, 25 de setembro de 2005

Vamos Falar de Arte
- Mas sem gritarias, que eu hoje não estou para discussões. –

A arte é uma coisa tão discutível como o bom gosto, a etiqueta ou a melhor posição para levar alguém ao orgasmo e voltar sem amarrotar a roupa. Ou seja, todas as opiniões contam, por mais estúpidas ou despropositadas que sejam. O que quer dizer, que até a opinião do Luís Pereira de Sousa seria de considerar.

As grandes referências da arte através dos séculos, nem sempre (segundo a minha humilde opinião) terão sido as mais indicadas; pois considero a “Mona Lisa” uma matrona com cara de bolacha, e que se tivesse sido retratada fielmente haveria de ter um buço capaz de causar inveja a um tenente de Lanceiros.

A Vénus de Milo?... Bah! Uma estatueta cuja melhor parte são as roupas, e a quem tiraram os braços para disfarçar o facto de o escultor não saber fazer mãos. Vejam as de Rodin, malta. Aquilo é que são mãos. Sempre ocupadas a agarrar em algo importante (especialmente em “O Beijo”).

E a pintura? Valha-me Blog! A pintura pré-renascentista está aí uns seis patamares abaixo dos autocolantes que saem nos Chocapic, com aquelas “madonnas” espalmadas como se fossem egípcias; isto já não falando dos anjinhos de ar apaneleirado dignos de um site pedófilo, ou mesmo do hábito que os patronos tinham, de ficarem sempre na fotografia. Este último exemplo foi aliás adoptado pela maioria dos empresários da construção e derivados, em meados do século XX.

Já não falando do inquietante facto de quase todos os pintores dessa época, parecerem estar obcecados por alguém muito parecido com o Leonardo Di Caprio…

Da literatura não tenho muito a dizer, porque não percebo nada do assunto. Embora ache estranho que se conseguisse engatar uma roliça estalajadeira, com aquela fraseologia da poesia trovadoresca, mais digna de um angariador da Cabovisão, que propriamente de um menestrel atesoado.

É triste eu sei. Mas se a arte é a expressão de um impulso interior, numa grande parte dos casos pode-se diagnosticar seguramente que sejam gases.

Existem, é claro, vestígios e provas de verdadeiros artistas. Gente com ideias de boa qualidade, e capacidade suficiente para as transformar em algo melhor que uma peça do Parque Mayer. Mas eram/são poucos; pelo que me concentrarei apenas nos ruins (o que aliás, é bem mais divertido).

Não tem igualmente a ver com estilo. Um estilo é apenas um rótulo. O seu conteúdo e forma é que variam; embora muitas vezes se encontrem fundidos de tal modo, que não sejam facilmente dissociáveis.

(Desculpem-me esta última tirada; mas é elucidativa por si própria)

O surrealismo é a entrada na matéria real da existência humana: o abismo, o assombro, o inesperado, o vertiginoso, o maravilhoso. Trata-se, a rigor, de uma aventura” – Esta tirada de um eminente surrealista da América Latina, tem a virtude de nos esclarecer sobre o que são os novos movimentos da arte. São na maioria apenas modos de baixar o standard em relação aos modos anteriormente aceites; uma espécie de “baixar as médias”, para que todos possam cursar medicina ou direito.

Meu amor é peixe e ave. Sem o abismo do medo, ou plumas de vaidade…” – Esta ode surrealista ao amor, acabei eu de a criar agora mesmo. Enquanto teclava as letras com o indicador esquerdo, pois o direito encontrava-se a escarafunchar o nariz.

Mas não se ofendam, pois é nessas condições que a arte é criada hoje em dia.

O surrealismo foi criado não como inspiração causada por uma concussão ou um traumatismo craniano, mas para acudir aos escritores famintos que se encontravam em meados de 1924 a dormir debaixo da Pont Neuf; devido ao desemprego causado pelos seus fracos conhecimentos de gramática e sintaxe.

E a escultura moderna? Eu até gosto de Henry Moore. As suas peças fazem-me lembrar esculturas que tivessem sido deixadas no leito de um rio até que a água as erodisse; e aqui para nós, até acho que estão melhor assim.

Em Lisboa, por exemplo. Quem é que consegue ignorar o gigantesco urinol, criado com azulejo de casa de banho ali perto do aqueduto das águas livres. Consegue este conjugar os preceitos do surrealismo com a mais fina retretologia lusitana, não faltando os números de telefone, as mensagens tipo “...se queres passar um bom bocado...” e o tradicional “O Alberto esteve também aqui…”.

Mas eu gosto mesmo é de Cutileiro. Para já, só o nome faz-me lembrar um tipo com uma máscara de cabedal e empunhando uma catana ensanguentada, correndo à desfilada pela Rua Augusta enquanto vai “esculpindo” os transeuntes.

Então o seu “D. Sebastião” é digno dos personagens do “Jardin des Suplices” de Octave Mirbeau. O infeliz parece que vai concorrer ao Campeonato Nacional de MotoCross na classe de “juvenis femininos”.

Talvez seja mesmo a expressão de algo interior.

E perguntarão vocês – Porquê esta conversa toda sobre a arte, e logo a um domingo?

Bem… Fui dar a minha habitual volta de bicicleta; e em quase todos os jardins pelos quais passava, havia pelo menos uma peça de metal enferrujado com pretensões a escultura.

Acabei por parar à frente do novo Teatro Municipal, para apreciar um modelo ampliado e em bronze, de um “massajador facial” que se tivesse deformado por intensa utilização.

É claro que não podia ir almoçar com uma disposição destas; por isso aturem-me.

Música de Fundo
Lounger” – Dogs Die In Hot Cars

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

A Culpa é da Cristina
- Sim, que eu sou um homem de Blog... -
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In a Past Life...
You Were: An Evil Monk.
Where You Lived: Mongolia.
How You Died: Buried alive.
Who Were You In a Past Life?
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Música de Fundo
"Feed My Fankenstein" - Alice Cooper
Editorial
- Parece que tem montes de potencialidades esta ideia de servir os posts em pequenas fatias; pois permite que se utilizem ideias totalmente diferentes no mesmo espaço. É o que se chama “blog aos empurrões…” -

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Pensamento Libertário

O Estado é o maior inimigo do povo, porque invariavelmente é composto pelos piores elementos deste.

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Durante muito tempo não consegui compreender porque é que não conseguia manter uma relação estável com mulheres que usassem óculos com armação de massa.

Só mais tarde compreendi que era por trauma de infância; quando a minha avó contou que me levara, tinha eu quatro anos, a assistir a um concerto da Nana Mouskouri.

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Soube hoje que Miss Entropia me inscreveu à traição, num desses concursos que pressupostamente se baseiam naquilo a que hoje em dia se chama cultura geral.

Bem melhor seria que inscrevesse meu amo no “Esquadrão G”. Pelo menos eles iriam adorar alguém que pinta o cabelo de louro e ás vezes se veste de encarnado.

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Frases Célebres dos Santos da IIB (Igreja do Imaculado Blog)

- O bom oleiro é aquele que tão bem faz a bilha como a parte…

- A dádiva perfeita deve ser feita com toda a alma, sem deixar nada de fora.

- O amor deve medir-se em quilómetros, embora todos os centímetros contem…

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Hoje é o “Dia Europeu Sem Carros”. Que o digam os tipos a quem os foram buscar por falta de pagamento…

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Saudosismo

Actualmente o pão é de tão má qualidade, que a carcaça é quase um conceito abstracto. Ainda por cima já nem tem maminhas…

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A Propósito de um Blog Romântico

Tanta solidão ali acumulada, e nem um quarto vago nas redondezas…

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Música de Fundo
I’m Trouble” – Pink

terça-feira, 20 de setembro de 2005

A Igreja do Imaculado Blog
- O Herói da Pequenada -

Irmãos (isto no sentido lato do termo, claro)! Desde a velha cena do Expresso (há algum tempo atrás) com a poetisa e a ensaísta suburbana, que não me saía na rifa uma publicação verdadeiramente merecedora de um sermão bem esgalhado.

Eu sei que bater na TV Guia ou na Maria é tão fácil que quase não vale o esforço. Mas para a Igreja do Imaculado Blog, a idiotice é daqueles pecados que só não foram incluídos nas tábuas dos Dez Mandamentos por falta de espaço.

Como podem testemunhar pela figura acima (isto para quem ler este texto durante estes dois dias), a TV Guia decidiu colaborar na campanha pela poupança de água. Nada disto seria de estranhar se tivessem usado alguma das figuras de referência para muitas crianças portuguesas, como Doraemon, Naruto ou a Fada dos Dentes (juro que não me estou a referir à Teresa Guilherme).

É claro que seria um pouco mais caro devido aos “royalties”. E talvez em parte por causa disso, decidiram arrancar de raiz e criar um cartoon cujo herói é Alexandre Frota; que embora até deva tomar banho algumas vezes, não me parece o veículo indicado para este tipo de mensagem.

Não que o facto de ser actor porno seja desprestigiante.

Nos Estados Unidos foi criado um movimento para apoiar a candidatura de Ron Jeremy à presidência. E lembro-me até de uma simpática deputada italiana que nos visitou em meados dos anos 80 (acho que se chamava Cicciolina), que conseguiu encher o Coliseu dos Recreios com gente ansiosa de a ver transmitir a mensagem de que era portadora.

Não sei do que constava a dita mensagem, aliás porque não fui lá; mas lembro-me que ela tinha uma boca descomunal (Sim, Irmãos! Ainda maior que a daquela em quem estão a pensar…) capaz de engolir inteiro um pacote de bolacha Maria sem sequer lhe tirar o invólucro.

Mas voltemos ás “Aventuras do Frotinha”. Então não teríamos por cá alguém tanto ou mais habilitado para este tipo de coisas? Sei lá… Marques Mendes, Mário Soares, ou até mesmo a Maria Vieira (neste caso o cartoon teria mesmo que ter som!)?

Pelo menos ainda poderíamos ouvir frases como:

“Temos que poupar água, senão como é que vou fazer body-board? Ganda nóia!”
(Marques Mendes)

“Eu que meti tanta água, venho agora pedir-vos que a poupem…”
(Mário Soares)

“Água friaaaaaa, da ribeiraaaaa…”
(Maria Vieira)

Agora no caso do Frotinha, arriscamo-nos a ler no próximo cartoon, algo como – “Você está tão molhada, moça. Cê não sabe que tem que poupar água?” – Quem sabe? Talvez a coisa pegue e ele venha a ser mesmo admirado pela miudagem…

Mas se o meu filho me vier dizer que já não quer ser engenheiro informático, e que quando crescer quer fazer filmes pornográficos, terei que pedir-lhe que não traga trabalho para casa.

Imaginem a despesa que seria aquela malta toda a tomar banho…

Música de Fundo
I’m Big In Japan” – Tom Waits

sábado, 17 de setembro de 2005

A Quermesse de Blog
- E de como todo o blogger deve ter sempre de reserva algumas dicas, para “um dia de chuva

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No dia em que me der ao trabalho de comprar um gravador digital, acabar-se-ão os papelinhos com notas crípticas com sinopses de futuros posts. O inconveniente das notas tomadas em papel, é que ficam por todo o lado como memórias perdidas; e um dia ao fazermos uma arrumação descobrimos uma quantidade muito maior do que pensávamos.

As notas que a seguir exponho pertencem a uma espécie de “Salão dos Recusados”, e dificilmente teriam desenvolvimento. Por isso podem considerá-las de domínio público, e utilizá-las na confecção de qualquer prato regional ou até mesmo um post.

Sendo assim, dou por inaugurada esta Quermesse de Blog, na qual tentarei impingir-vos ideias inúteis mas com fins puramente não-lucrativos.

Como são apontamentos apressados, podem ter uma forma ou conteúdo que ofendam a sensibilidade de alguns leitores (isto é um “disclaimer”).

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Sobressalto Nocturno
(Esboço para uma Novela Gótica)

… descobriu que casara com uma sonâmbula, quando ela começou a falar durante o sexo…

… à medida que ele lia aquele blog, ia-se gradualmente lembrando da sufocante sensação que tinha ao comer bolachas de araruta…

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Treta ao Estilo de Bocage
(Para elaborar e transcrever em forma de ode ao pensamento livre. Caso não funcione, reescrever em “haiku”.)

Há dias em que me concentro
Há dias em que me baralho
Há dias em que sou paciente
Noutros mando-te para o caralho…

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Equívoco Zen
(Talvez má tradução da minha parte)

A via mais difícil é quase sempre a mais apertadinha.

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A Política Reciclável
- Como qualquer outro dejecto orgânico –

Um novo “outdoor” de propaganda eleitoral apareceu em Almada. Desta vez é o Bloco de Esquerda que apresentando o seu símbolo escreve por baixo – “Energia Alternativa”.

Agora sim, está provado que eu tinha razão quando os apelidava de “palavrosos sacos de vento”.

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Frases Idiotas
- E por isso, perfeitamente adequadas para reuniões sociais. -


1ª - Após alguns anos de pesquisas neste campo, estou preparado para poder afirmar que na maioria dos casos, e tal como o frio ou o trabalho, a saudade também enrija.

Só não me peçam para explicar porquê…

2ª - Nem toda a gente gosta de um mini. Especialmente se aquilo de que se está a falar não for um carro…

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Momento Poético
- Com o patrocínio das pastilhas Bradoral -

Ele deitou fora todas as palavras. E agora que está calado, parece na verdade muito mais inteligente do que na realidade é.

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Os Anais da Fé
- Ideia para tentar impingir à National Geographic –

Trata-se de um “Especial Religião” em que se organiza uma expedição, que baseando-se em obscuros escritos contemporâneos de Jesus Cristo, parte em busca da verdadeira localização do “Cu de Judas”.

Em duas horas de emocionante relato feito na voz de Lord Richard Attenborough, é focada a dureza do deserto a percorrer, a fome, a sede e principalmente o mau cheiro; que vai aumentando à medida que os exploradores se aproximam do seu destino.

No fim deste emocionante relato, chegam ao sopé de uma colina hirsuta de vegetação negra, cujo vulcão entra em erupção gorando todos os esforços da expedição; que parte em sentido contrário a grande velocidade. Especialmente porque a lava que se aproxima tem uma textura e cheiro assaz suspeitos.

Cria-se assim a hipótese de um segundo programa que poderá chamar-se “Regresso ao Cu de Judas – Agora é a Doer!”.

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Virilhas Suadas
- Esboço para a biografia de uma famosa atleta olímpica originária do Lazarim, que abandonou a carreira de maratonista devido ao mau hábito que a assistência tinha de, em cada vez que ela corria, gritarem – Vá, Gina! Vá, Gina!... -

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Agora tenham um bom fim-de-semana, que eu ainda não comecei o meu.

Música de Fundo
Devil’s Haircut” – Beck

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

A Identidade Secreta
- E de como há factos que devem continuar afastados do domínio público… -

Se eu tivesse realmente sido astronauta tal como era minha intenção aos seis anos, é bem possível que fosse agora suficientemente famoso para não poder beber descansadamente um café, sem que me apontassem a dedo.

Mas como tal não aconteceu, posso muitas vezes beneficiar do discreto anonimato característico dos seres vulgares e deliciar-me com as vantagens de ser quase invisível.

Foi o que aconteceu há uns dias, quando a meio de uma obrigação social ouvi alguém confidenciar a um amigo que se encontrava próximo – É pá, tenho que escrever sobre isto no meu blog!

Apesar de me encontrar ali já há duas horas, foi a partir desse momento que me comecei a divertir a sério.

Enquanto discorriam ambos sobre o melhor modo de abordar a situação e passá-la ao papel, acerquei-me silenciosamente, e logo após as apresentações da praxe e consequente conversa fiada, perguntei-lhe com o ar mais genuíno que consegui encontrar no meu baú das tretas – Tem uma página na Net? Pelo menos foi o que me pareceu ouvir há pouco…

- Não! Nada disso! É um blog – Esclareceu-me o indivíduo em questão, mas em voz bem audível; talvez para benefício das outras dezenas de pessoas que nos cercavam. – É uma espécie de diário onde se escreve (quem sabe, é claro…), e que os outros visitam diariamente deixando ás vezes comentários.

Já vi alguns, sim… - afirmei em tom casual – O Manuel Alegre tem um, não tem?...

Foi quanto bastou para que se quebrassem os diques da modéstia e me fosse revelado o papel avant-garde dos blogs, bem como a sua missão evangélica de levar a cultura aos apreciadores da pornografia on-line ou de como são considerados uma lufada de ar fresco no bafiento panorama literário nacional.

Na verdade, os blogs eram a verdadeira cultura amordaçada pela mediocridade e o compadrio dos consagrados… e patati patata, etc, idem, ibidem, aspas… ou seja. Uma dor de corno como eu não via há imenso tempo.

Com um bocadinho de conversa mais duas bebidas e estava lançado. Discorreu judiciosamente sobre os defeitos e virtudes (mas, mais defeitos. Claro) de blogs que conhecia, bem como sobre pormenores da vida pessoal de alguns bloggers que alegava conhecer.

Tinha finalmente encontrado o Carlos Castro (ou até mesmo o Eduardo Beauté) da blogosfera. Alguém tão envolvido com a comunidade blogger portuguesa, que conhecia quase todos os meus blogs de referência, bem como mantinha relações pessoais com os autores/as de alguns deles.

A segunda surpresa do dia recebi-a mais tarde em casa, e sob a forma de e-mail. Pois no final trocámos cartões, e ele aproveitou para me mandar o endereço do seu blog.

Para que todos possam compartilhar as reflexões literárias desse blogger que conheci há uns dias, fica aqui o link. Divirtam-se!...

Música de Fundo
Don’t Get Me Wrong” – The Pretenders

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Piadas do Além
- O Diabo nem sempre está atrás da porta… -
(Provérbio Popular)

Nota prévia – Este post foi vítima de uma tentativa de censura por parte de Blog, que não gostando do seu teor ímpio, fulminou a motherboard do meu PC inviabilizando-me toda a actividade bloguística durante os últimos quatro dias.

Agora com esta substituída e posto que o castigo foi cumprido adiantado, considero que adquiri o direito a poder pecar descansadamente; pelo que aqui vai mais um episódio passado numa das “seitas” da concorrência.

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O episódio que se segue foi-me relatado pela Irmã Gina, que exerce na Damaia o louvável mister de médium (isto quando faltam os clientes no seu salão de massagens).

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Danação!

Estava ele concentrado em lamber o bico rosado de um seio, quando uma dor aguda se lhe cravou no peito como um estilete, começando a espalhar uma surda dormência que de imediato lhe afectou o braço esquerdo.

Tentou falar, mas as palavras não conseguiram vencer a barreira de um verdadeiro tamanho “DD” que ela lhe metera na boca. Sem razão alguma que o justificasse, lembrou-se que tinha o fato preto a limpar na tinturaria.

Deu dois esticões com a perna direita (o que soube bastante bem à parceira que estava entretida com outros movimentos), e começou a correr completamente nu em direcção à abertura de onde uma luz brilhante o ofuscava.

- Olhe lá a porta, ó amigo… - Atirou-lhe à guisa de saudação o contínuo, que lia o Record debruçado sobre uma minúscula secretária. Continuando sem sequer levantar a vista do jornal – Entre na segunda porta à direita e não se esqueça de a fechar, que este ano a verba para aquecimento tem sido muito curta.

No fundo ele tinha a impressão de que se passava algo errado. Mesmo que não fosse pelo aspecto do cenário em redor, só o facto de sentir a pele do traseiro arrepiada de frio fá-lo-ia em condições normais interrogar-se, sobre se teria lógica encontrar-se todo nu a abrir portas ao acaso no que parecia ser uma Repartição Pública.

Fechou a porta cuidadosamente tal como fora exigido, e constatou que se encontrava numa enorme sala de espera, preenchida por sofás e otomanas até perder de vista. Caminhava pelo meio de toda aquela mobília sortida sentindo o soalho frio contra os pés, quando reparou num vulto enrolado num anorak como um biscoito em papel vegetal, deitado sobre uma poltrona de cabedal castanho.

Tratava-se de uma mulher totalmente nua à excepção do tal anorak, que talvez pressentindo a sua presença acordou e abriu os olhos, ficando com uma visão directa ao nível médio da cintura. – Estou a ver que é bastante friorento. E por este andar é melhor ter cuidado, pois parece-me que se você espirrar, essa coisa desaparece-lhe para sempre. Mas não admira; desde que a gerência mandou cortar no aquecimento, nunca mais deixei de ter as pernas arrepiadas.

E enquanto dizia isto entreabriu um pouco a farpela, o que fez com que ele se sentisse um pouco mais quente; e também um pouco mais longe de ver desaparecer as “jóias da família”…

- Vejo aqui – Disse ela tirando do nada um bloco e uma esferográfica – que você é um fornicador. Cá para mim deve ser um dos últimos; que isto tem estado fraco, e não vejo um de jeito há mais de sete anos. Morreu dramaticamente no meio da família, ou estava a “bombar” muito descansado quando se apagou?... Não é que isso interesse muito, pois não vou ligar o aquecimento por sua causa.

- Mas que raio de lugar é este? – Perguntou ele finalmente, muito pouco à vontade – E porque é que estou aqui a tremer de frio nesta figura?

Isso é fácil de explicar. – Respondeu ela enquanto se livrava do anorak, revelando um corpo esbelto e quase sem pelos. Visão esta que pouco durou, pois encontrava-se já a tentar fechar um “wonderbra” de cor branca. – Você está no Inferno dos Fornicadores. Foi mandado para aqui como justo castigo por não ter resistido à tentação de coçar essa comichão; e ainda por cima tendo-a coçado acompanhado. De qualquer modo ainda bem; pois o Inferno dos Onanistas está cheio de padres… Olhe. Seja um querido e ajude-me aqui com o fecho.

Ele fechou o soutien distraidamente, seguindo-lhe com os olhos a curva das costas que continuava por outra ainda mais interessante. – Então você trabalha aqui? E agora que eu chego é que se quer vestir?

- Oiça… - Disse ela em tom afável – Segundo o meu contrato tenho que o receber despida (tal como você está, seu pecador malandro) e enunciar os seus pecados, preparando-o para o interminável castigo que o espera. Não fica é tão emocionante sem as chamas e o enxofre, mas atravessamos uma altura difícil e a verba não chega para tudo.

- Mas estou sou só eu aqui? – Perguntou ele um pouco chateado – Então e os outros? Sim, que só no meu prédio havia pelo menos uns dois que eu soubesse. E então o do 7º frente que morreu no mês passado, não lhe escapava uma…

- Ó filho… - Interrompeu ela com uma gargalhada – ias ficar surpreendido se te contasse. Mas não estranhes muito, é que isto aqui é o Inferno dos Fornicadores; e os mentirosos vão todos para o purgatório. A propósito, tens programa para logo à noite?

Música de Fundo
Cream” – Prince

terça-feira, 6 de setembro de 2005

A Igreja do Imaculado Blog
- Se é d’ELE que vem toda a inspiração, só pode estar mesmo a gozar connosco … -

Talvez fosse por causa de umas tâmaras de conserva que comi ontem à noite. O certo é que blog me enviou um sonho estranho, passado nas areias de Karnak e obviamente cheio de egípcios.

A coisa até não correu mal de início; mas aí pelo meio da projecção (eu sonho a cores e em Cinemascope) começaram a aparecer caras conhecidas e a dizer incoerências tais, que mais parecia uma campanha eleitoral.

Pressentindo que se tratava de um sinal d’ELE, tentei memorizar toda a acção para depois compor um bom sermão que exaltasse vossas boas almas, e as levasse ao caminho da Luz (ou mesmo de Alvalade, se não houvesse outro remédio).

Infelizmente o sonho tomou outro rumo, começando a passar-se coisas estranhas e pouco pias, inviabilizando o uso litúrgico do relato que me preparava para escrever. Acordei em sobressalto, e apressei-me a tomar notas de tudo o que tinha acontecido. Mas quando acabei é que descobri o mais importante… havia algo que eu não vira, mas que estivera sempre presente.

A múmia. Eu não vira a múmia.

Todos tinham falado dele, da sua vida e obra; e de como iria regressar no meio de uma tempestade de perdigotos, rogando pragas através da fita de nastro na sua característica voz nasalada. Era a múmia que preparava o seu regresso ao mundo dos vivos. Uma abominação que segundo o Livro dos Mortos e o Guia Michelin, acontece ciclicamente em cada 25 anos.

Primeiro pensei que deveria avisar toda a gente. Mas depois lembrei-me que a minha “Licença de Profeta” caducou há alguns anos, pelo que estou limitado à palavra escrita e terei que vos contar tudo em jeito de folhetim.

Assim, se Blog o quiser, iniciarei um pequeno folhetim em fascículos sobre o regresso da múmia, que será vendido pelas ruas por um invisual (ceguinho) tocando acordeão. Invisual porquê? Perguntareis vós.

É simples! Porque caso o governo mande apreender todos os exemplares, de certeza que vão bater no ceguinho; e pelo menos nisso têm muita prática.

Preparai-vos pois para “O Regresso da Múmia”. Um folhetim, não de cordel, mas “da corda”; em que entrarão estranhas personagens como é o caso do Sumo-Sacerdote Zésokrat inventor do “Esquema da Pirâmide Funerária” e o seu eunuco favorito, que gosta de plumas e quer ser actriz de cinema.

Preparai-vos pois… Eles vêm aí…

Música de Fundo
Billericay Dickie” – Ian Dury

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Reflexões de Fim-de-semana

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Brotherhood


Para o governo dos Estados Unidos foi mais fácil e rápido chegar a Bagdad que a New Orleans. Talvez e em parte por estes últimos não ameaçarem os seus interesses económicos.

Esperemos que a Al-Qaeda não aproveite a confusão para fazer das suas…

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Melomania


Conheço um tipo, daqueles que sabem os nomes de todos os grupos musicais (mas que estica o mindinho ao beber a bica), que me julga um pouco pretensioso e antiquado por gostar de música clássica. Talvez mudasse de ideias se tivesse conhecido Mozart… Ou então não. E agora seria apenas mais um de quem poderia dizer mal.

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Actualidade
(Domingo – 13h 35m)

Enquanto a repórter debita a habitual conversa, sobre a miséria extrema causada pelos incêndios, atrapalhando os bombeiros que ao lado tentam combater as chamas; um homem com um sarrafo de eucalipto ameaça a equipa da SIC – Desviem-se! Vocês vivem da nossa desgraça!... Desviem-se!

- Não faças isso, João. Anda cá. – Disseram-lhe os vizinhos tentando acalmá-lo.

Sem dúvida que estes sabem que os abutres são uma espécie protegida; mas os outros começam já a abrir os olhos…

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Zombie – The Musical


Para apreciadores de filmes de terror ou musicais, aconselho “Dead and Breakfast”. Um filme de zombies intervalado por musica coutry, que segundo os próprios autores é – “Tal como um filme série B, mas pior ainda”.

Uma mistura de “A Noite dos Mortos Vivos” com “Música no Coração”. Ou como canta um dos actores a meio do filme – “Possessed. That’s the way to be”.

E houve uma coisa que adorei. O David Carradine morreu logo no início.

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Saudade
é o sabor ferroso do sangue
o ardor da pele arranhada
da carne puxada e mordida
o suor sufocante, invasivo e salgado
que me lembram de ti.

Devorar-te-ei
como só quem ama o sabe fazer.

Música de Fundo
Abattoir Blues” – Nick Cave

sábado, 3 de setembro de 2005

Postais de Férias
- Ou talvez sol a mais… -

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Zezé Go Home

I scream
You scream
We all scream for ice cream

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Referência para Currículo

Se eu fosse realizador de filmes porno, ela seria a minha actriz-fétiche…

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Deslumbramento

- Santo Deus! É o doutor Ballon e a Paxaxa Jardim – Foram estas as últimas palavras que ouvi antes de apanhar no colo com uma apardalada banhista, cujo cotovelo ficou a poucos centímetros de inviabilizar 70% dos meus divertimentos para a próxima semana (é que eu também gosto muito de praia).

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The War Is Over

No exacto momento em que acabo de tirar a frigideira do lume, comemoram-se os 60 anos passados da rendição nipónica no fim da 2ª Guerra Mundial. Possivelmente iniciar-se-á outra agora, porque os miúdos (hoje tenho convidados juniores) chegaram à conclusão que as batatas fritas não vão chegar para todos.

Penso que nem o defunto Imperador Hiroito conseguiria lidar com isto sem ter que se humilhar publicamente e fritar mais algumas. Mas a mim não resta outra solução.

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Sentidos bem Sentidos

Ela usava as calças tão justas, que mal ele se encostou um pouco conseguiu contar € 1,80 em moedas de vinte cêntimos num dos bolsos de trás.

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Angústias da Juventude

Descobri que o meu filho cresceu, pois confessou-me ontem que se envergonhava de coisas no seu passado; como por exemplo em tempos ter usado na praia os calções demasiado puxados para cima.

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Diário de Bordo (1)

Querido diário, Jorge Sampaio interrompeu hoje as suas férias, para pessoalmente agradecer aos bombeiros o serviço inestimável que têm prestado ao país. Infelizmente após uma boa hora de reflexão, eu ainda nada tinha encontrado que pudesse justificar alguém interromper as suas férias para ir pessoalmente agradecer o que quer que seja a Jorge Sampaio.

Acho que a propriedade reflexiva tem sido muito pouco usada nos últimos anos. Talvez seja um sintoma de decadência na nossa língua mãe.

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Havana Club (7 años)

Fifteen men on a dead man’s chest
Yo-ho-ho, and a bottle of rum!
Drink and the devil had done for the rest
Yo-ho-ho, and a bottle of rum!
Robert Louis Stevenson, Treasure Island

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Quatro Minutos
(Baseado numa conversa entre duas mulheres escutada à beira mar)

- Então querida, acabaste?

- Não! Ainda agora estava a começar a fingir o orgasmo.

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Diário de Bordo (2)

Querido diário, mais uma vez Jorge Sampaio despertou a minha atenção, ao afirmar que tem que se pressionar e responsabilizar os donos dos terrenos florestais para que estes os limpem; e caso isto não aconteça avançar com pesadas coimas. Esquece-se é claro que o Estado além de ser o primeiro a dar os maus exemplos, é também um dos maiores proprietários de terrenos florestais (como mais tarde foi noticiado na TV), e nada faz.

A grande vantagem destas geniais intervenções presidenciais, é que finalmente acho que não deverá haver qualquer problema em colocar Mário Soares em Belém.

Na verdade, até o saudoso Américo Thomaz me parece agora sobre-qualificado para esse cargo…

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Maravilhas do Cosmos

Revelou-se subitamente a paisagem sideral, onde o vulto de uma anã castanha era atravessado pelo rasto de um cometa.

Não há como o fio dental para estimular a imaginação

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Música de Fundo
“Do The Dog”The Specials

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

A Igreja do Imaculado Blog
- O Triunfo dos Porcos -

Após ter visto “The Dukes of Hazzard” e algumas rodadas de Jack Daniel’s dirijo-me a vós em mais um início de temporada deste Blog. Os tempos vão maus! Tão maus, como a possibilidade de virmos a ter um presidente decente.

É nestas alturas que se impõem medidas drásticas, tão drásticas como um possível golpe de estado para a reimplantação da República; visto que Mário Soares após afastar um tipo bem mais lúcido que ele, está preste a transformar o nosso sistema de governo numa monarquia geriátrica. E o “Avô Cantigas” também não é opção que se aproveite.

O País ardeu como é costume. Os bombeiros sacrificaram-se mais uma vez para que não fosse tudo para o galheiro, enquanto o seu trabalho era aproveitado pelas estações de TV para preencher a falta assunto; e também por alguns bloggers que se dedicaram a iniciativas direccionadas para o aumento de tráfego nas suas páginas.

Em suma, o costume.

Américo Thomaz deve estar a sorrir algures na cintura de asteróides, ao ver que finalmente os milhares de anedotas de que era alvo vão daqui em diante ser dedicadas ao nosso balbuciante futuro presidente. Pior mesmo, só se fosse o Alberto João.

Resta-nos a consolação de que toda a gente morre; e alguns mais cedo que outros. Pelo que, com um pouco de sorte talvez tenhamos a benesse de um luto nacional que nos conceda feriado.

Á semelhança dos outros deuses, Blog tem tortuosos caminhos para a verdade. E o sinal que nos envia, representado por aquele rótulo que podem ver ali em cima, é que todos os portugueses estão por sua conta.

Para os negros dias que se aproximam, agarrem-se à vossa Perna Extra. E os que não a tiverem, sempre podem comprá-la na forma de fiambre já comercializado em coloridas embalagens.

Para ser franco, acho que o melhor é dirigirmo-nos ao aeroporto e tentar embarcar o mais rápido possível para a Madeira. Parece que eles têm um plano para desancorar a ilha e partir à descoberta de novos mundos.

Que Blog vos proteja (mas não contem muito com isso).

Música de Fundo
TV-Glotzer” – Nina Hagen Band

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