quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Um Verão Diferente
- Versão “light” do caderno de viagem, para consumo casual e sem contra-indicações de qualquer tipo para as dietas de Verão. -

Nesta segunda parte das férias aproveitei para ler “La Rebelión De Las Masas” de José Ortega y Gasset. Independentemente da obra, achei imensa piada ao facto de a leitura poder ser uma espécie de “processamento assistido”; como se alguém se tivesse prontificado a ler para nós numa dicção clara e repousante.

Quando se trata de livros em português ou mesmo em inglês isso não me acontece pois são duas línguas em que me habituei a pensar, e a coisa flúi com naturalidade e sem qualquer tipo de “delay”. Mas tanto o francês como o espanhol são para mim línguas de estranhos com as quais pouco convivi, e sou por isso obrigado a utilizar entidades virtuais que me leiam aquelas palavras quase alienígenas.

Li até agora oito capítulos que ecoaram na minha mente com a voz calma de Fernando Rey, um pouco (penso que até de um modo bastante apropriado) ao estilo de Buñuel. Mas o local é por demais belo para que um tipo se consiga concentrar na leitura por muito tempo.

Kahf el Esfar (a caverna amarela) é uma espécie de praia algarvia, mas com menos gente e com o sol ao contrário. É também um local para onde se deve levar o mínimo possível; pois os dispositivos de alta tecnologia têm uma estranha tendência para se desvanecerem misteriosamente no ar (tirei todas as fotos com uma minúscula “Smart Mini3).

Para ilustrar a advertência que Mamoud me fizera logo que cheguei, ficou o caso de um Italiano da Agip que passava imenso tempo a fotografar a namorada com uma daquelas máquinas digitais tipo “point and shoot”; e que estando numa zona praticamente isolada, foi vítima de uma proeza digna de David Coperfield.

Deduzimos mais tarde que alguém escalara o rochedo onde eles se encontravam “entretidos” e sub-repticiamente fez mão baixa do aparelho. Tive pena. Aliás a barriga dele parecia que tinha sido feita para servir de apoio à máquina; e após o desaparecimento desta, deixou de ter piada alguma.

Face a isto acabei por bater apenas algumas “chapas” com a webcam, e fiz o mosaico que está ali em cima (e que podem ver aqui em versão um pouco maior) sobre o qual coloquei o cartão do restaurante de Monsieur Nouar.

Monsieur Nouar é mais um dos inúmeros primos de Mamoud. E estou neste momento preparado para garantir a qualquer um que “primo” em dialecto berbere significa “alguém que nos paga percentagem”; mas a vida é tão miserável neste local e tão barata para os que aqui se aventuram, que não pensei sequer em contrariar a tendência. Deve ser difícil ganhar a vida quando pouca vida há para ganhar.

Proprietário do restaurante “Le Rocher” em Port Salamandre (Mostaganem), Monsieur Nouar aparentemente ficou a sentir por mim uma imensa simpatia. Se não fosse o seu bigode profusamente engraxado de “negro antracite”, ainda eu seria induzido a desconfiar da sua masculinidade.

Mas a razão pela qual nasceu a nossa eventual amizade, sem dúvida que viria a eliminar qualquer suspeita.

Foi inicialmente por causa de Edmond Ladoucette; e verdadeiramente por outro motivo bem mais interessante.

O nome, bem o sei, é pouco conhecido. Aliás também não o mereceria, pois o tipo em causa era daqueles que aproveitavam o trabalho de outros para servir de substrato ao que tentavam impingir aos seus leitores.

Mas na data em que me chegou às mãos “Le Masque de Fer – La Guerre des Camisards” (fim dos anos setenta), eu não fazia a mínima ideia de que o autor era apenas mais um dos abutres que debicavam o já esmifrado cadáver de Alexandre Dumas.

Estava então eu (já no Séc XXI) a meio de um peixe grelhado, e a explicar a Monsieur Nouar que lera pela primeira vez em francês guiado pelo sotaque sensual (porque como imensa gente, tinha a mania de falar francês colocando os lábios em configuração “cu de galinha) de Jane Birkin, quando este olhou para mim com um olhar estranhamente afectuoso; puxou uma cadeira e sentou-se à mesa. Começando por confidenciar-me que também tivera por ela uma arrebatadora paixão de adolescente.

Manifestei-lhe uma absoluta concordância, especialmente quando comentou casualmente que ela tinha - …un merveilleux petit cul…

A partir daí a qualidade da minha estadia melhorou significativamente. Para começar, foi-me retirada da frente a sobremesa manhosa que ele próprio aconselhara; e disponibilizou-me mais tarde o seu acesso (pirateado) à net. Mas o sistema era muito “LowTech” para o que eu estou habituado, e assim apenas o usei quando estritamente necessário.

Mesmo assim já não foi mau. Mas quando tentei falar de Camus, foi-me respondido que apesar de argelino nunca ele o tinha lido. Talvez (calculo eu) por ser um “pied noir”, ou porque representasse uma época que gostariam de ver ali esquecida.

No último dia da minha permanência confeccionou-me (claro que não foi ele) um almoço especial, para que trouxesse comigo uma recordação duradoura:

Começámos com uma entrada de “poivrons farcis aux anchois” (uns diabólicos pimentos vermelhos recheados com anchovas), seguida de “Tadjine Kasbah” que é basicamente borrego rodeado de grão-de-bico, mas com um insólito travo a canela; tudo isto regado por um “Chateau Beni Chougrane” (Coteaux de Mascara), e coroado por um subtil “Glace au Jasmin”.

Pela minha parte, temo que a única recordação que lhe tenha deixado, além das nossas conversa, seja uma inscrição a marcador indelével num azulejo por debaixo do lavatório da casa de banho dos homens, onde se pode ler a enigmática frase – “O Alberto esteve aqui!

Música de Fundo
Trankillement” – Fatal Bazooka

domingo, 26 de agosto de 2007

Regressei!

De “mãos a abanar” exceptuando o loukoum (pois não estamos em época de brincar com as alfândegas), mas com a garganta ainda um pouco irritada.

Nos últimos dez dias estive a dieta de net; ou quase. A largura de banda era tão pindérica, que se fosse mais estreita poderia ser usada como banda gástrica.

Agora desculpem-me mas tenho uns blogs para ler.

À bientôt…

Música de Fundo
Põe Naquele Som” – Mundo Secreto

sábado, 18 de agosto de 2007

A Igreja do Imaculado Blog
- Epístola de TheOldMan ao Arquichantre da Fé; em que disserta sobre o estado da Igreja, manifestando ao mesmo tempo a sua preocupação pela aflitiva escassez de “Bombay Sapphire”… -

Como sabes a nossa igreja está a deixar de utilizar o termo “amigo” devido à falta de significado a que a palavra tem sido reduzida através dos tempos. Hoje em dia qualquer construtor civil ou vendedor de automóveis em segunda mão tem centenas, senão milhares, de “amigos”.

Em virtude desta contingência, o tabernáculo está a estudar a hipótese de substituir esse desgastado vocábulo por outro, que quiçá será escolhido através de inquérito público e votado a partir de SMS’s de valor acrescentado.

Mas não é por isso ou mesmo para me queixar da falta das garrafinhas azuis que vim aqui hoje (se te dissesse de onde estou a escrever, nem acreditarias), mas para assinalar o terceiro aniversário do teu blog.

Embora não tenhas completado nele os três anos de permanência efectiva, creditar-te-ei esse tempo; pois na altura em que a nossa Igreja fez a sua travessia do deserto (quando eu ainda me preocupava com essas coisas) foste tu em conjunto com a meiga ovelha de Blog, os únicos que ajudaram a manter viva a verdadeira Fé (if you catch my drift).

É por isso, jovem Arquichantre, que te desejo um feliz “blogoversário”. E considera-te notificado como sendo provavelmente a última pessoa a receber a certificação de “amigo”, antes de esse desgastado produto ser descontinuado.

Parabéns, Terapia! Wherever you are…

Música de Fundo
The Prayer” – Bloc Party

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Update

Sim! Ainda cá estou (nem me perguntem porquê…)

Mas tenho que ir não tarda, pois o pessoal da vizinhança já começou a comentar as minhas parecenças com a foto do “Solitário Português”.

Será que fico bem de bigode?

Música de Fundo
Welcome To The Black Parade” – My Chemical Romance


domingo, 12 de agosto de 2007

Dia da Árvore

É com prazer que interrompo este modorrento fim de tarde, para manifestar os melhores votos de feliz “blogoversário” à Maria que completa mais um ano de plantio (já são uns quantos “anéis de casca", mocinha.).

Parabéns, Maria Árvore!

Música de Fundo
Walnut Tree” – Keane

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

As Alegadas Férias
- Post no âmbito dessa grandiosa tendência sócio-cultural que é o SAF2007… -

Estava aqui a acabar um “Corpos Danone” de frutos silvestres, e lembrei-me que seria boa ideia avisar os “habituais” de que vou de férias.

Não, meus filhos; não é para vos deslumbrar com a menção do meu destino ou despertar inveja pelas comodidades que vou auferir; venho só avisar que dentro em pouco entrarei em regime de anarquia controlada. Continuarei porém a ter a possibilidade de escrever aqui, mas fá-lo-ei apenas quando calhar.

Isto porque sou preguiçoso e estar de férias é uma das melhores desculpas para o “dolce far niente”.

Não tenho mensagem alguma para vos deixar. Seria aliás presunção da minha parte, assumir que quem fica está minimamente interessado nas pouco solidárias despedidas de quem vai curtir para longe sem se preocupar com mais nada.

Venho apenas despedir-me. E embora possa até voltar a aparecer daqui a cinco minutos, não contem muito com isso. As férias são daquelas coisas que devem ser levadas muito a sério… Mesmo quando não conseguimos encontrar em lado algum a nossa marca favorita de gin.

Música de Fundo
And She Was” – Talking Heads


terça-feira, 7 de agosto de 2007

Histórias de Viagem
- Não foram os deuses que criaram o mundo, mas sim este que os inventou apenas para justificar a sua própria existência –

Tanto a teoria do “bom selvagem” como Rousseau, são sempre motivo para uma boa gargalhada desde os bancos de escola. Quanto a mim, se ele fosse vivo teria um blog e todos nos riríamos imenso com aquelas tretas “politicamente correctas” ao estilo do “Verdocas” do Canal Panda.

Mas não é para vos dar seca sobre Rousseau que aqui estou hoje.

Como sabeis, desde a antiguidade que qualquer povo avalia um forasteiro pelas histórias que este conta; e os magrebinos entre os quais estive há pouco tempo não são excepção.

Mamoud esse fedorento e simpático intrujão que preenche as funções de guia e motorista, levou-me certa tarde a visitar um qualquer tugúrio gerido por um primo (à semelhança das sopeiras dos anos sessenta, todos os argelinos têm um primo qualquer que gere um negócio), em que poderíamos conversar, beber chá e fumar descansados (o grande “pogrom” contra os fumadores aparentemente já se estendeu também àquela região).

Foi pois sob a protecção de uma lona ondulante em pleno Tadrart Acacus, que terminei a morna infusão com um discreto arroto e aguardei o que se seguia.

Contaram-me a história de Jha e do seu “ferimento de guerra”; em francês (por consideração para com a minha condição de hóspede) e quando encheram novamente os copos, procurei no meu “arquivo das tretas” algo que pudesse contar como fábula. Uma vez que a cortesia do chá deve ser retribuída com algo trazido de fora.

Abanei a cabeça para dissipar um pouco da neblina induzida pelo “kif”, e como não iria cair na asneira de me pôr para ali a contar a história da Princesa Magalona ou outra que já tivesse corrido mundo, decidi improvisar no meu hesitante e macarrónico francês…

Uma Vida de Insecto

Contam os velhos da minha terra, que certo dia um insecto descontente com o destino que lhe tinha sido distribuído no dia da criação, decidiu falar com o “Ser Supremo” e pedir-lhe que tornasse a sua existência menos dolorosa.

Em saltos firmes e decididos partiu do seu prado de erva alta e fresca, atravessando durante dias muitas e diferentes regiões; desde secos desertos de pedras aguçadas a pântanos cobertos de nevoentos miasmas. Mas sem nunca encontrar o que procurava.

Numa tarde como esta em que as sombras tentavam refrescar-se encostadas às pedras, ele apoiou exausto o seu corpo verde contra um tronco seco; e encolhendo as pernas longas e esguias fechou os olhos, adormecendo quase de seguida.

Repentinamente sentiu que lhe pegavam pelo dorso e o transportavam pelos ares cada vez mais alto, passando mesmo as nuvens; até regiões destinadas apenas às aves.

Quando tentou ver quem o agarrava vislumbrou apenas uma mancha de luz, reflectida em milhares de microscópicas gotas de água; que pareceram vibrar quando uma voz o admoestou pela sua ousadia.

- Senhor! – Justificou-se o pobre insecto – É por demais pesado o fardo com que me carregaste. Tenho que procurar comida durante todo o dia, vivo num mundo onde seres maiores que eu são impiedosos para comigo; e ainda por cima quando acasalar serei morto pela fêmea que me escolher e pela qual serei devorado. Não será tudo isto um pouco excessivo?...

As gotas de água agitaram-se novamente numa gargalhada bem-humorada – Já és o segundo a aparecer-me aqui com esse problema. – disse a voz em tom benevolente – A “viúva negra” tem exactamente o mesmo problema; mas quando lhe mostrei que existem destinos bem piores entre as minhas criações, conformou-se e voltou para a sua vida.

Mas o pequeno insecto esverdeado era persistente, e teimou novamente que lhe fosse aligeirada a provação que de modo tão injusto lhe fora atribuída.

O Criador pegou-lhe então e passeou-o sobre todo o mundo; mostrando o tipo de existência reservada aos outros animais. Como nasciam, viviam e eram mortos; e como todos faziam parte de um enorme restaurante onde simultaneamente se é cliente e mercadoria… acabando por o depositar na beira de um promontório que de tão alto não se via o fundo.

- Vou mostrar-te agora como é a vida do homem para que possas chorar, ó espécie de gafanhoto!...

Durante um espaço de tempo que lhe pareceram horas, os olhos polifacetados do curioso insecto viram passar chacinas, fomes, pestilência e todo um cortejo de desgraças auto-inflingidas pela humanidade; após o que ficou ali a olhar desoladamente o vazio.

Até que foi agarrado pelas asas e suavemente depositado sobre a erva, perto do local onde vivia.

Um elemento do seu bando que passava por ali, foi encontrá-lo ajoelhado e com as patas dianteiras unidas numa prece. – É alguma nova espécie de disciplina mental, isso que estás para aí a fazer?... – Perguntou com um sorriso escarninho – Vais ver que ainda dão o teu nome a um estilo de Kung-fu…

O insecto aventureiro encarou-o com uma expressão de censura fazendo estalejar as mandíbulas quitinosas – Quando me queixei ao criador sobre o miserável culminar da nossa fase de acasalamento, ele mostrou-me o destino do homem… Sabes que algumas fêmeas humanas em vez de comerem o macho após a cópula, o mantêm vivo durante meses, ás vezes anos, e durante todo esse tempo o vão devorando lentamente por dentro?

- Foda-se, pá! – Disse o outro – Bem podes continuar a rezar… Agora já sei porque é que nos chamam “louva-a-deus”!...

Música de Fundo
You Only Live Once” – The Strokes

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A Aposta na Prótese Criativa
- Onde se demonstra que João César Monteiro, era na realidade um percursor de determinado estilo; e sobre a importância da sua influência na obra de Tarantino –

Talvez “Branca de Neve” seja um dos melhores exemplos sobre a aplicação do conto “A Roupa Nova do Imperador” ao universo cinematográfico. Mas agora podemos respirar descansados, pois ficou provado que ser otário não é uma característica exclusiva dos portugueses.

Em boa verdade é atributo comum a uma boa percentagem dos intelectuais que passam por apreciadores de cinema ou vice-versa; aqueles que gostam de encher a boca com nomes bem sonantes e conhecidos como glutões frente a uma boa feijoada.

Eu gosto tanto de Tarantino como o “guy next door”. Mas gosto também de muito mais coisas, destacando-se entre elas aquilo a que se chama “trabalho bem feito” ou “execução cuidada”. O que nos leva a um termo comum em pintura - “mamarracho” (que define um quadro pintado à pressa, muitas vezes destinado a um cliente de fracas exigências estéticas) - e que a partir de hoje usarei também em contexto cinematográfico.

Não vou alargar-me aqui sobre a preguiça em manter uma certa fluidez na narrativa, mas posso assegurar-vos que Tarantino só se safa porque na Europa a maior parte dos que viram “Grindhouse” não tiveram acesso à “original feature”, na qual a primeira parte é preenchida com um perfeito “Planet Terror” de Robert Rodriguez (Sim! Vi o original).

Como é evidente para quem viu a versão americana, o objectivo inicial era recriar o ambiente das velhas sessões “B Movie”, com filmes cheios de cortes e celulose queimada ao estilo dos velhos cinemas de “banco de pau”; e Rodriguez alcançou-o na perfeição. Conseguindo ainda a incrível proeza que é fazer-me ver um filme de “zombies” até ao fim.

Apesar dos cortes e transições - e ao contrário de “Death Proof” - a narrativa nada perde da sua fluidez; com a mais-valia de ser basicamente uma sátira a todas as películas do género. Tão boa que nem vos conto o argumento, para não estragar a surpresa aos que tenham a sorte de o poder ver mais tarde.

Sempre gostei da obra de Tarantino; e não é por ele fazer um filme mais “fraco” que irei deixar de gostar. Aliás, há uma certa estranheza que me assola desde que o entrevistaram sobre o filme…
Não é que o tipo tinha nas trombas o mesmo sorriso que o João César Monteiro?…

Música de Fundo
You Shook Me All Night Long” – AC/DC

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

O Post Inexistente
- Se o outro gajo fez surgir do nada universos completos. Eu que (alegam) fui criado à sua imagem e semelhança; porque não poderei fazer um post igualmente a partir do nada? -

Logo hoje que tenho pouco tempo esta coisa não há meio de sair! É que já é o terceiro post que começo a escrever, mas depois a inspiração refugia-se teimosa nos meandros do controlo de custos da construção civil.

O primeiro era um conto de ficção. Mas quando dei por isso o personagem era a cara chapada de alguém já existente (e de quem ainda por cima nem gosto); e lá se foi a ideia da ficção.

O segundo era sobre o facto de Leonor Pinhão comparar, na sua coluna do Correio da Manhã, a credibilidade de Mantorras (no caso do joelho) à de Carolina Salgado. Mas passadas poucas linhas estava a deslizar para fora da área do bom humor; e francamente o mundo já está cheio de chatices…

Como por exemplo o marido dela ir fazer um filme oportunista (parece que é negócio de família) sobre a Carolina e o seu Pinto; sendo o papel deste desempenhado pelo impagável Nicolau Breyner.

O terceiro era para dizer que isto estava escasso de tempo e que só talvez sexta-feira escrevesse algo. Mas pareceu-me que não seria simpático da minha parte (hoje estou com uma predisposição simpática) ignorar os que apoiam este blog com a sua afluência e que me distinguem com os seus comentários.

Por isso, meus caros é pena que o tempo não me chegue para tudo, mas tenho que me preparar para o próximo período de férias; com todo o seu cortejo de delícias. Doces e salgadas…

Música de Fundo
Love is a Stranger” – Eurythmics

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