sexta-feira, 27 de junho de 2008

Crónica de Jardim

Mal a porta se abriu e o sol insinuou os seus raios até à passadeira do corredor, Geno soube bem fundo dentro de si que iria ser uma manhã diferente.

Um homem na televisão tinha falado de uma onda de calor e precauções a tomar, mas ainda era cedo e a relva deitava já um cheiro convidativo misto de ervas quentes e terra fresca, que convidavam a uma corrida matinal.

Lançou-se pela álea de narinas abertas, esticando bem os músculos numa passada ampla. Conhecia cada árvore, pedra ou caminho daquele jardim como se o tivesse desenhado milhares de vezes na sua memória. Mas o seu recanto preferido era perto do muro, onde as flores azuis desciam abraçadas a uma cascata de gavinhas verde-escuro; sorrindo nos reflexos do sol ou insinuando o seu perfume quando se sentiam protegidas na sombra.

Era ali que ela passava quase todos os dias à mesma hora; no seu passo ondulante e com aquela madeixa sobre os olhos, que lhe dava um aspecto de cadelinha provocante.

Cada vez que a via, o coração disparava e a sua expressão reduzia-se a um ar idiota e apalermado. Havia de a ter; custasse o que custasse… Mas tinha muitas coisas para fazer e lugares onde ir. Era melhor não pensar muito no assunto…

Ainda não tinha acabado de ponderar esta sensata decisão quando identificou o odor característico. E ao virar a cabeça ali estava ela contemplando-o com uma expressão entre curiosa e amedrontada.

Enchendo-se de coragem, Geno aproximou-se sem deixar de a fitar, e ostensivamente deu alguns passos em seu redor; para lhe fazer sentir o peso da sua presença. Aquele perfume inebriante que dela se desprendia turvava-lhe as ideias, fazendo desaparecer qualquer vestígio de bom-senso.

Um desejo urgente desceu-lhe pelo peito até à base das coxas, e foi aí que tudo se precipitou.

Abraçando-a por detrás montou-a literalmente. Apertando-lhe os quadris e tentando introduzir-se sofregamente… quando sentiu algo que o susteve pelo pescoço e quase o estrangulou.

O idiota tinha vindo atrás de si e agarrara-o pela coleira. Mais valia que lhe tivesse mijado nos chinelos…

Música de Fundo
Earth Intruders” – Bjork

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Primeiro Regresso
- Tudo o que é bom acaba, para que se possa recomeçar mais tarde… -

Cada vez que entro em férias é como se acabasse de acordar de um sono profundo.

Tudo o que é quotidiano e habitual se esfuma em direcção ao passado, deixando atrás de si uma espécie de tundra existencial; que tanto poderá florescer num prado de verdes pastagens, como descarnar-se num deserto pedregoso onde apenas chove pó.

Sei que é assim porque sou eu que “faço” (na medida do razoável e fisicamente possível) as minhas férias.

Desta vez optei por algo diferente instituindo o “Ano da Visitação” (Uma Provação para Todos os Crentes), que constituiu num périplo por quase metade do país, em que decidi testar com a minha presença a paciência de diversos amigos e conhecidos.

Não poderia ter feito melhor opção. Pois tal permitiu-me revisitar locais que há muito esquecera e outros onde nunca sonhara sequer mostrar o bronzeado. Tudo isto acompanhado por gastronomia regional e reminiscências de tempos em que eu tinha muito menos juízo e muito mais cabelo.

Sem dúvida divertido e muito gratificante; mas nada que se compare ao grande pânico do “Amanhã Não Há!”.

Àqueles que à semelhança do “Apóstolo” Zé António gostam de me amolar a paciência com a teoria de que os portugueses são mais estúpidos e/ou labregos que os outros povos, normalmente respondo que o mal não está em serem mais ou menos obtusos mas sim por serem portugueses; o que nos dá um sentimento de furtiva vergonha por nos vermos incluídos na mesma categoria que algumas alimárias ainda à solta pelos locais que frequentamos.

Mas eu não me identifico com ninguém em especial… Bem… Talvez com o Diogo Alves; pois sempre tive um pequeno fetiche que consistia em pela calada da noite atirar alguns personagens seleccionados do Aqueduto das Águas Livres abaixo (se bem que o Elevador de Santa Justa também servisse).

Mas eu estava era a falar do grande pânico logístico que afectou o país.

Muitas pessoas têm desenvolvida uma acentuada tendência para o drama. E quando mais vazias e tristes são as suas aborrecidas existências, mais a imaginação os guinda a pináculos de delirante loucura. Tal como aconteceu num anterior espectáculo que ficou conhecido como “O Episódio da Onda Gigante”, em que Meu Amo (o “patrãojinho”) teve parte activa; coisa que ainda recorda em frente à lareira quando nos convida para beber daquele Whisky foleiro que lá tem.

Mas foi uma verdadeira loucura aquilo que afectou uma parte (talvez a mais néscia) da população, e que os fez dar um lucro extra aos hipermercados e gasolineiras. Ninguém sabe bem qual a origem desse impulso, mas fala-se de uma teoria que tem por base o facto de ao contrário da antiguidade em que se construíam cidades em redor de um castelo, serem agora estas (especialmente no interior) construídas à volta de um supermercado. Que serve para tudo desde a compra das mercearias do costume, a palco dos rituais de acasalamento dos autóctones.

Estava fora e utilizando transportes públicos quando tal aconteceu. O que não me afectou minimamente; pois comboios, autocarros, restaurantes, hotéis e bares de alterne não deixaram de operar por falta de material (especialmente estes últimos).

Vi em supermercados do interior crianças desesperadas açambarcando sacos de “Gummy Bears”, avós miopes a comprarem desesperadamente dezenas de caixas de Chá Lipton fora de prazo e alguns bem-humorados gabarolas a encherem os carrinhos com embalagens de preservativos de todos os feitios e sabores (esperando talvez que alguém os levasse a sério…).

Duas donas de casa junto à secção de produtos de limpeza batiam-se com tesouras de cozinha pela posse da última caixa de recargas Swiffer; enquanto passava por elas sem as ver um distraído optimista com o seu carrinho cheio de kits de “Sócio da Selecção”.

Em Loriga um consumidor entrou na estação de serviço da CEPSA e cobrindo-se com senhas de gasolina (à falta do precioso fluido) tentou imolar-se pelo fogo; mas este não pegou sequer porque naquela altura já pouco havia de inflamável nas cercanias.

Foi na verdade uma mostra do que mais básico existe na natureza de cada um. Mas eu também já estou habituado a ter surpresas em todas as minhas férias.

Cheguei dias depois a uma Almada calma e convenientemente abastecida. Exceptuando a rotura de stock nas bombas do Jumbo e da Total, tudo se passara (contaram-me) numa relativa calma e com um mínimo de histeria. Talvez por ser uma terra habituada a sobressaltos, ou apenas porque aqui somos todos muito cépticos no que toca a desgraças, cataclismos e folhetins.

Mal cheguei, fui pedalar o meu circuito habitual para verificar se alguma coisa no meu “universo” havia mudado.

Mas não. Segundo a foto acima, até a bófia continua fixe.

Música de Fundo
Been Caught Stealing" – Jane’s Addiction

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Repost
- Já que estou de férias e uma enorme preguiça invade o meu ser, deixo-vos com um repost de Setembro de 2004 -

A Igreja do Imaculado Blog
- As Vidas Anteriores de Blog – A Primeira Vinda –

* O relato que a seguir se transcreve, é composto por excertos dos pergaminhos apócrifos de Blog. Sendo as lacunas preenchidas com dados compilados da National Geographic, e de alguns livros do aldrabão do Lobsang Rampa *

Há muitos anos, ainda Blog era um ranhoso mortal e andava pela terra, quando decidiu fazer uma peregrinação ao oriente.

Na verdade não era bem uma peregrinação, mas mais uma espécie de “Jornadas Internacionais da Fisioterapia Oriental”, pois envolvia massagens dadas por jovens de várias nacionalidades e maioritariamente asiáticas.

Não que eu critique Blog, pois considero o moralismo uma espécie de disfunção sexual. Mas alguma entidade superior farta das tropelias da futura divindade, deu um toque nos dados do destino e recambiou-o para o Tibete; pressupostamente devido a um engano da agência de viagens.

Decorreu essa jornada nos bons velhos tempos (como se costuma dizer) em que os animais falavam, os americanos apenas chateavam as vacas e Rasputine ainda era um humilde oficiante da Igreja Onanista de Kiev.

Ao desembarcar em Lhasa frente ao Palácio Potala, Blog saltou das costas do carregador para o chão lamacento. E com uma reverência profunda por todos os lugares santos que conseguia abarcar com a sua visão periférica, constatou – Não estamos em Bangkok…

Isso era mais que evidente. As mulheres estavam demasiado vestidas, e em vez dos folclóricos táxis-triciclo só se viam iaques fedorentos e tipos carecas vestidos de amarelo.

Como bom seguidor do catecismo positivista do Doutor Pangloss, decidiu não se deixar levar pelo lado negativo da questão; e aproveitou para entrar numa tenda onde lhe serviram a bebida nacional “tsampa”; que consiste em chá quente condimentado com manteiga.

Diz-se até que é daí que deriva o termo calão “trampa”, devido a Ele não ter percebido bem a resposta que lhe deram, quando perguntou como se chamava a estranha beberagem.

Após ter circulado (enjoadíssimo do chá) por cerca de uma hora, chegou à conclusão que já tinha visto tudo; e que Sogtsan Gampo bem podia limpar as mãos à parede, pois tinha feito por Lhasa ainda menos que João Soares por Lisboa.

Com o seu proverbial azar tinha chegado na altura errada. Não pelo facto de ter caído em pleno Festival Shoton, pois sete dias de iogurte e ópera tibetana não são assim tão aterradores; mas se tivesse chegado duas semanas mais tarde seria a “Semana do Banho”.

E a maior parte dos autóctones estavam bem precisados, a avaliar pelos miasmas que circulavam pelas ruas como se fossem espíritos de antepassados furibundos.

A Semana do Banho é uma das mais importantes ocasiões no Tibete. Pois quando o sagrado planeta Vénus aparece no céu, as águas dos rios tornam-se puras e curam todas as doenças (especialmente a falta de higiene); pelo que é uma das melhores épocas para visitar o país, visto que o habitual fedor local é muito menos acentuado.

Farto de ser acotovelado e agredido com moinhos de orações (uma espécie de antecessor dos martelinhos de S. João), Blog decidiu recolher-se no Mosteiro de Drepung por três anos, durante os quais aprendeu a nobre arte de dobrar as calças de modo a que não ficassem com vinco duplo.

Os monges de Drepung eram conhecidos mestres de Lavandaria & Tinturaria, exercendo a terceira visão apenas quando não conseguiam encontrar a roupa do cliente – “No tickee, no shirtee”… era o seu mantra sagrado. Pois “Om mani padme hum” quer apenas dizer – “Não encontrei o seu fato, volte sexta-feira”…

No fim do segundo ano foi-lhe oferecido um contrato de manutenção para todos os moinhos de oração, que eram uma espécie de matracas que se faziam girar com uma chiadeira horrorosa.

Na realidade o ruído nem permitia que os pobres monges se concentrassem, mas era tradição e nessas coisas os tibetanos não transigiam; apesar das enormes enxaquecas que passavam de pais para filhos.

A primeira inovação introduzida por Blog, foi aproveitar a manteiga de iaque para lubrificar o movimento dos ditos moinhos (o sobejamente conhecido “Método Taveira”). Tendo os monges ficado tão gratos que o começaram a tratar como um deles, ensinando-lhe até alguns segredos guardados para os iniciados.

Entre estes preciosos segredos que compartilharam com Ele, veio a capacidade de distinguir os monges pela veste (“A veste faz o monge” é um antigo provérbio tibetano); tendo ele ficado a saber que os que vestiam de amarelo-canário eram quem oficiava os cânticos matinais, e os de veste amarelo-açafrão eram especialistas em caldeiradas e pratos de peixe (embora pouco requisitados, devido à falta do mesmo naquele sagrado local).

Mas a grande demanda de Blog era pela “terceira visão”, técnica que ainda lhe era vedada, talvez devido a ser um forasteiro ocidental. Pois os monges tinham receio que ao aprendê-la, ele se pusesse a milhas e fundasse negócio por conta própria na sua terra.

E assim foram passando vários anos, durante os quais aprendeu a levitar, tosquiar um iaque sem ser mordido e principalmente a sair do seu próprio corpo. Esta última técnica era divertidíssima, embora com algumas dificuldades acessórias.

Pois se ele e alguns colegas decidissem ao fim de semana desencorpar-se para ir à China assistir a um concerto dos “Yangtse Brothers” ou da minúscula e sexy Suzi Wong, teriam que pagar a um deles para que ficasse para trás (chamavam-lhe o “irmão arrumador”) e tomasse conta dos corpos; pois na ausência dos seus espíritos, alguns dos monges mais “esfomeados” poderiam ter a tentação de aproveitar a sua imobilidade forçada para “pôr a escrita em dia”.

Com tudo isto Blog passou sete anos no Tibete, tendo quase apanhado uma doença cardiovascular por causa da maldita manteiga.

N um fim de tarde do sétimo ano estava Ele a cerzir o seu manto cor de açafrão (especializara-se em Cataplana de Cherne), quando se aproximou o Lama Lobsang. Um aldrabão das arábias (neste caso do Tibete) que lhe começou a falar da “terceira visão”, e de como esta mudaria a sua vida para sempre.

Por essa altura já Blog estava farto de cânticos desafinados e tinha lido o Livro dos Mortos umas três vezes pelo menos, tendo achado que se chamava assim porque poderia levar alguém à morte por aborrecimento.

Mas um Lama é um graduado, e como aquela malta tinha a mania dos segredos podia ser que lhe tivesse escapado algum que ainda não conhecesse; pelo que decidiu escutá-lo. E em má hora o fez.

Após debitar um monte de frases feitas e teorias metafísicas, o Lama informou que teriam que se desencorpar para que o processo pudesse seguir o seu curso normal.

Sentaram-se em posição lótus (bestialmente incómoda, especialmente se tiverem os testículos assentes numa laje gelada) e iniciaram a recitação do mantra “Om Bhur bhuvah svahah Tat savitur varenyam”. Que em tradução livre significa “Agora vou sair mas sem esquecer de desligar o gás…

Blog após recitar duzentas e trinta e cinco vezes sentiu-se mais leve, ou porque resultara ou talvez tivesse apenas adormecido. O certo é que olhando para baixo, via o seu corpo em posição lótus com a testa apoiada na laje em frente, e um finíssimo cordão azul que deste saía unindo-se à sua aura; que flutuava na estratosfera perto do satélite militar chinês.

A aura do seu guia espiritual aproximou-se, seguida de inúmeras sombras doiradas de auras de antigos lamas, que nada tinham que fazer senão andar pelo mundo a meter o nariz na intimidade dos mortais.

E foi três mil quilómetros acima dos Himalaias que Blog aprendeu a olhar a aura humana e avaliar o seu possuidor pela cor, textura e opacidade (parece uma análise à urina, mas é o que mais se aproxima como descrição).

Quase no fim desta aula, um pensamento que reprimia há imenso tempo assaltou-o com carácter de urgência; tinham-se esquecido de pagar a um “irmão arrumador” que lhes tomasse conta dos corpos.

Virou-se para a aura do velho Lama mas era demasiado tarde, pois ouviu da parte deste o relato do que entretanto se passava no mosteiro. O irmão Chengdu mais conhecido pelo “rebarbado”, dera com os dois monges em meditação e preparava-se para iniciar uma cerimónia alternativa para abertura da “terceira visão”.

O venerável lama tinha sido o primeiro, notando-se pelo seu ar incomodado e pela dificuldade que a sua aura tinha em se manter sentada quieta. Blog não querendo ser iniciado em artes tão profundas, e constatando que não conseguiria regressar ao corpo em tempo útil, empunhou a tesoura da costura que tinha inadvertidamente trazido consigo, e cortou o ténue cordão azul que o unia ao corpo inanimado.

A sua aura ficou a flutuar placidamente no cosmos, enquanto em terra milagrosamente o seu corpo se desmaterializava dentro do manto, à semelhança do saudoso Obi Wan ao ser derrotado por Dart Vader.

Após vogar à deriva durante anos, um dia em que passava sobre o Atlântico vindo de Nova Iorque, foi apanhado pelo anti-ciclone a norte dos Açores e impulsionado em direcção à Península Ibérica.

Na verdade estava já farto de vogar sem destino, que isto de ser incorpóreo dá imenso jeito para entrar em festas ou ver sem ser visto, mas farta um bocado.

Passava nesse momento sobre a Praia do Castelo na Costa da Caparica, quando teve uma ideia que achou formidável; para a por em prática só precisava de um tipo que estivesse a dormir. O que era fácil de arranjar, atendendo à enorme quantidade de gente que tem o hábito de adormecer ao sol.

Após recusar alguns corpos que se encontravam já “bem passados”, pois não queria acordar com um escaldão. Escolheu um tipo que tinha adormecido com o nariz em cima da revista do Expresso; o que era bom sinal pois demonstrava inteligência.

Analisou-lhe bem a aura adormecida, e ao verificar que este precisava de umas férias bem longe de tudo aquilo antes que desse em doido, utilizou a tesoura que sempre o acompanhava, e libertou-lhe a aura que vogou rapidamente para oriente (quem sabe se para a Tailândia); tomando então posse do seu novo corpo.

Os nossos pergaminhos nada dizem sobre o possuidor original do corpo que neste momento alberga a aura de Blog. O certo é que segundo alguém que nos primeiros tempos contactou com ele, nunca mais pôs manteiga nas torradas e passou a detestar o amarelo.

Um dia em que encontreis alguém assim, tratai-o reverentemente, pois poderá ser Blog…

Música de Fundo
Pay The Man” – The Offspring

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Cinco Anos
- Um lustro de história são apenas meia dúzia de palavras –

Completam-se hoje cinco anos desde início deste blog. Mas tudo o mais que eu pudesse dizer sobre a constância da escrita e o seu valor intrínseco, transformariam este post num auto-elogio do qual não vejo qualquer utilidade.

Ter um blog não é mais que ir escrevendo, enquanto se conversa com os outros frequentadores do local; um pouco como eu fazia dantes numa anterior vida de escriba de café. Mas isso também já foi há muito tempo.

Gostaria talvez de deixar aqui palavras que explodissem como fogo de artifício ao serem lidas. Seria uma bela maneira de assinalar a data. Mas palavras que apenas brilham perdem todo o seu sentido, e assim não seriam palavras mas apenas figuras estilizadas em papel colorido.

Gostei de ter chegado até aqui, e sem dúvida que irei apreciar o resto. Foi um longo caminho até poder utilizar o vocábulo “lustro”. Outros se seguirão…

Música de Fundo
The Killing Moon” – Echo & The Bunnymen


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