quarta-feira, 30 de julho de 2008

Um Post Franco
- A franqueza é uma das principais condições que nos podem eventualmente habilitar a um bom linchamento à moda antiga… -

Cada vez que tenho a tentação de colocar pormenores da minha vida pessoal no blog, basta-me carregar no reset do computador, e logo o assunto fica instantaneamente resolvido.

Mas já que vou (novamente) de férias e este texto não vai focar coisas assim tão íntimas como o meu sinal down there em forma de dentada, ou o meu virtuosismo na confecção de ovos estrelados em margarina; here goes nothing

Ultimamente tenho publicado menos, pois não gosto de escrever como quem coça uma alergia ou uma camada de chatos.

Escrevo escutando um eco de mim próprio, enquanto por ele tento afinar o clavicórdio com que bato os textos. Desbravando uma selva de memórias, onde árvores (agora) abatidas que fui encontrando pelo caminho, se petrificam gradualmente até se transmutarem em carvão, e mais tarde, com um pouco de sorte, em diamantes.

Mas tenho tido imenso trabalho, e como devem calcular, nada disto é compatível com a actividade onde vou buscar os meus trocos.

Este blog não vai fechar para férias. Isso seria apenas mais uma prova de preguiça (que nada tem de criticável, mas enfim…), pois graças à tecnologia de comunicações móveis poderei vir aqui dar uma mirada ou mesmo deixar algo escrito, de modo a que o meu percurso nestas paragens mantenha o seu movimento. Embora num ritmo mais lento.

Talvez seja este o ano em que irei finalmente pôr de lado aquela webcam ranhosa. E comprar uma máquina com um mínimo de resolução, que não faça as paisagens parecerem-se com desenhos geométricos ou os retratos de grupo com naturezas mortas.

Depois se verá.

Entretanto, até já! And all that jazz

Música de Fundo
Bout To Wail” – Dizzy Gillespie

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Uma Questão de Bicos
- Um post que começa como quem não quer a coisa no Campo das Cebolas para acabar talvez na Defensores de Chaves… -

Este post nunca seria escrito se eu não tivesse passado centenas de vezes a mão por aquela estranha parede (e levado o consequente tabefe acompanhado por “agora se te apanho a pôr a mão na boca ou nos olhos, levas outro…”) num inconsciente impulso de através do contacto melhor compreender a sua génese.

Tal como o Chafariz d’El-Rei, o “tanque dos cavalos” do Chafariz de Dentro e tantos outros marcos de Alfama, a Casa dos Bicos (na altura reduzida a armazém de bacalhau) acompanhou os anos da minha infância; preenchida por tantos símbolos imutáveis…

Vendida em 1973 à CML pela família Albuquerque, foi reconstruída alguns anos (dez) depois durante o reinado de Krus Abecassis (o Pequeno Nero), pelo comissariado da XVII Exposição Europeia de Artes, Ciência e Cultura; tendo-lhe sido reposta a sua volumetria original e acrescentados os dois pisos que teriam ruído durante o terramoto de 1755.

Sempre gostei muito da Casa dos Bicos.

Por outro lado (e como devem ter já calculado todo este arrazoado se deve a uma certa polémica sobre fundações) o Centro Cultural de Belém nunca foi muito do meu agrado.

Com aquele estilo Neo-Babilónico sempre me pareceu mais indicado para as cerimónias da IURD, que para o fim inicialmente programado. Mas mesmo a falta de gosto tem pouco que discutir, pois devido à sua enorme difusão arrisco-me a estar aqui a “falar para a geral”.

Talvez por isso tivessem destinado o CCB a albergar as “economias” de Berardo; e apesar deste não se tratar do meu filantropo favorito, sempre foi melhor ele lá armazenar a colecçãozita do que continuar o local destinado à exibição do bizarro. Como foi o caso daquela desnuda senhora de meia-idade que fez alguns truques com bolas de ping-pong (até me fez lembrar a filipina do “Priscilla).

Mas se por um lado pagamos a manutenção (que não fica assim tão barata) da colecção da Fundação Berardo, por outro lado ajudamos a perpetuar (que Blog não o permita) o Soarismo com a Fundação Mário Soares. Que só entre Fevereiro de 2002 e Julho de 2005 recebeu (segundo a imprensa) 867.055,94 euros dos ministérios da Defesa, da Cultura, da Administração Interna; através do Governo Civil do Distrito de Leiria, das Actividades Económicas e do Trabalho, através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, e da Presidência do Conselho de Ministros.

É por isso que eu nisto de fundações sou muito esquisito; para mais, vivendo num país em que a maioria delas em vez de dar algo à população, pelo contrário vive do erário público; que como muito bem sabemos é dinheiro de todos nós (excepto dos que não pagam impostos, claro).

Bem, a seguir temos José Saramago o nosso Nobel da Literatura (mas não o nosso “único” Nobel, como sustentam alguns bloggers “culturalmente deficitários) e que considero um bom escritor; apesar de ser apreciador de apenas uma parte da sua obra. Mas nesse aspecto também só posso dizer se gosto ou não; porque mais que isso seria o mesmo que a Margarida Rebelo Pinto “dar-se ares” de George Sand ou Virgínia Wolf.

José Saramago fala melhor que Berardo e escreve melhor (também não é difícil) que Soares; o que por si só já seria suficiente para lhe garantir uma comenda, quanto mais o apoio para a fundação.

Quanto à Casa dos Bicos, fica muito melhor entregue a alguém que tão bem representa a literatura portuguesa, do que a uma possível futura Fundação Isaltino de Morais (vade retro)…

Música de Fundo
Showgirl” – Slimmy

sexta-feira, 18 de julho de 2008

*

O meu amor é carne
como pedra erodida pela saliva do tempo
deus totem de um culto sanguinário cujos sacrifícios dão vida

O meu amor condena
como o perfumado hálito de amêndoas
cianídrico e embriagante eflúvio que mitiga a sede

O meu amor é fome
voragem canibal no carrossel das almas
antegozando em júbilo o teu suculento coração
*

Música de Fundo
Burning Alive” – AC/DC

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Parque Marginal
- Uma ideia que não ajuda a salvar o mundo, mas que se insere perfeitamente no que as pessoas esperam dele… -

É divertido o cuidado que os meios de informação têm com a fraseologia utilizada para comentar os acontecimentos do Bairro da Quinta da Fonte (não confundir com aquela zona de Paço D’Arcos onde estão a Ericsson, a Microsoft e o Holmes Place). Ele é a “comunidade africana” para aqui, os “cidadãos de etnia cigana” para ali, etc.

É um nunca acabar de teorias sociais sobre o porquê de se darem este tipo de acontecimentos, e de como a culpa do “homem branco” deve ser expiada através da atribuição de novas residências, subsídios, e quem sabe talvez até umas almoçaradas no “Nariz de Vinho Tinto”.

Mas se querem que vos diga (e mesmo que não queiram, aqui vai), não sinto culpa alguma seja do que for em relação às más condições de vida, analfabetismo, halitose e condilomas que possam afligir os habitantes de todos os “Bairros Amarelos” que foram sendo plantados na periferia das cidades nos últimos trinta anos.

Todo este recente cuidado com o tratamento dado às minorias é muito popularucho, melodramático e principalmente mediático; como convém para que seja servido em horário nobre, e digerido em conjunto com as sardinhas assadas ou os secretos de porco preto (por razões óbvias, não utilizámos aqui qualquer eufemismo).

Talvez poucos de vós compreendam o que eu vou tentar transmitir de seguida, mas tudo isto faz parte daquilo a que alguns escritores de FC começaram por chamar de “O Espectáculo” (o meu melhor exemplo é “Metrofago” de Richard Kadrey); uma variante da máxima “pane et circencis” mas sem o pão.

O Espectáculo” é um sistema governativo que funciona essencialmente a partir da manipulação de massas por parte dos “media”; quer através de campanhas de desinformação, quer pela redução de todo o caudal noticioso a uma contínua série de episódios de teor maniqueísta e com um conteúdo semântico direccionado às mentes mais simples.

Mantendo as necessárias distâncias é nisto basicamente que se apoiam grande parte dos governos ocidentais (só para não me dispersar mais ainda) de modo a conseguirem manter “na linha”, populações que teoricamente cada vez mais têm o acesso facilitado a todo o tipo de informação. Informação esta que dificilmente conseguirão utilizar em seu proveito; uma vez que apesar de lhes ter sido facultado o acesso, não lhes foi porém ensinado como a extrair do substrato turfoso em que esta se encontra à mistura com a ficção e “fait-divers”.

O Espectáculo” vive (estou a citar de memória) do eterno adversário. Seja ele externo como os iraquianos (e antes os chineses, e antes deles os mouros, etc) ou interno como os pretos, os ciganos, os chineses, os monhés, os alentejanos e os gajos que têm Twingos “verde-alface”. Seja como for, a atenção da população tem que ser desviada das más condições em que vivem e principalmente da pouca transparência com que o “Poder” os trata em todo este processo.

O advento de uma certa tolerância para com as antigas sociedades secretas bem como associações e guildas de natureza obscura, veio deslocar nos últimos anos a retícula para cima de alvos mais concretos. Pelo que se pode avaliar do que se passa à nossa volta, os culpados de tudo o que de mau acontece hoje em dia deixaram de ser os comunistas os mações ou os judeus; para passarem a ser os pretos, os ciganos e todos os que não gostem de Paulo Coelho ou Inês Pedrosa.

O inimigo do povo passou a ser o próprio povo, que assim não precisa de ir muito longe para salvar o mundo; bastando para tal sair de sua casa e ir assentar alguns sopapos no vizinho do lado.

Esta abordagem tornou-se necessária devido à dificuldade que existe em sustentar um sistema de “inimigo exterior”; posto que ou se trata de alguém (ou algo) com propriedades ubíquas (como a al-qaeda) ou acaba por ter que se combater directamente, inviabilizando muitas vezes a possibilidade de uma aliança num futuro próximo; o que pode ser prejudicial se existirem objectivos comuns a médio prazo.

Mas deixemos essas complicações políticas das altas esferas e passemos a coisas práticas.

Já há muito tempo que venho acarinhando esta ideia, que se tem desenvolvido meiga e lentamente em mim como um fofinho koala numa bolsa marsupial – O parque temático!...

Sim! Perceberam bem. Eu e os meus associados (que por modéstia insistem em se manter incógnitos), temos um plano para transformar o enorme complexo do PIA (Plano Integrado de Almada) numa gigantesca operação de entretenimento; que transformará os bairros Branco, Amarelo e Rosa na Disney World da Margem Sul. Local sem dúvida imbuído do espírito necessário ao “Parque Marginal”.

Fazendo-se a entrada principal pelo Bairro do Matadouro, os visitantes poderão utilizar não só todos os transportes públicos que servem a estação ferroviária como trazer o seu próprio veículo. Neste último caso, serão recebidos à entrada por vários monitores de raça africana que demonstrarão avançadas técnicas de “car jacking”, após o que lhes arrumarão o veículo em parte incerta em troca de uma senha numerada (que poderá eventualmente dar direito a um prémio por sorteio, ou mesmo à devolução da própria viatura).

Seguidamente os visitantes serão guiados (sob fogo cerrado de AK-47 e pistolas de alarme modificadas) até às bilheteiras blindadas, onde funcionárias de etnia cigana lhes extorquirão a quantia do ingresso; que será de importância variável consoante a cara de otário apresentada pelos visitantes.

De seguida serão levados por debaixo do pequeno viaduto da Fomega, onde serão espancados com tacos de baseball e tubos metálicos de diâmetros diversos. Tendo sido este local escolhido criteriosamente, pois a sua acústica permite uma maior limpidez e propagação aos gritos e gemidos; que mediante uma pequena tarifa, poderão ser gravados para exibir aos amigos e conhecidos ou ser usados como toque para telemóvel.

Para quebrar um pouco o ritmo alucinado das primeiras actividades, será dada ao público em geral uma “workshop” sobre “rótulos de marca e como os substituir sem deixar vestígios”; que ficará a cargo das mais talentosas artesãs ciganas, que amavelmente se prontificarão a tornar toda a roupa dos visitantes em “Jorgio Armando”, “Paco Rabão” ou “Ivo São Lourenço”.

Tudo isto enquanto jovens vestidas de Shakira, Britney ou Rihanna evolucionam coreograficamente ao som de Paco Bandeira, sob o olhar protector dos pais, tios, primos ou apenas conhecidos mas com responsabilidade de honra.

Para não me adiantar demasiado nem arruinar a surpresa a todos os que de vós se venham a aventurar neste parque temático, direi apenas que todas as actividades se encontram perfeitamente integradas no imaginário multicultural que é tão forte nestes bairros. E que além de pontos altos como o desfloramento ritual ou a cerimónia “morabeza” da cachupa colectiva, terminará a visita numa apoteose de fogo de artifício e gás lacrimogéneo, em que os visitantes serão resgatados por uma acção conjunta dos GOE e Corpo de Intervenção.

Por isso visite o Parque Marginal, e traga dinheiro, claro.

Música de Fundo
Os Meus Irmões Baterem-me” – Cebola Mol

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Riding By The Usual Path
- Um post sobre o prazer de pedalar, o adestramento de canídeos, e a teoria do reflexo condicionado. -

É quando pedalo que melhor reflicto sobre as coisas.

Podem os meus olhos encher-se de tudo o que por eles passem, mas a minha mente aproveita para deambular pelas ideias; pois estas não têm paisagem ou formas definidas. Sendo apenas a substância com que se moldam os sonhos, as pessoas ou mesmo os caminhos que antes disso e sem elas não existiriam.

E é por isso que pedalo sozinho. Porque navegar o pensamento é um acto solitário e pessoal, no qual não existe partilha antes de este se transformar num produto acabado. E aí, perde para mim um pouco do seu interesse, porque se torna nisso mesmo: um produto… acabado.

Mas adiante.

Sendo o ciclista (em boa parte dos casos) um solitário por opção, está pois sujeito a perigos que não afectam quem se desloca em grupo. E não vou agora falar daqueles que seguem em pelotão; principalmente porque o único pensamento que sobre isso me ocorre, é ser o pelotão um grupo de ciclistas que segue em “pelota”.

Se bem que o destino destas minhas viagens seja invariavelmente o mesmo (perfazendo o círculo), o caminho que percorro pode ser um de muitos à escolha. Pois tal como a vida não é uma auto-estrada; o sítio onde vivo é percorrido por uma multiplicidade de vias (nem sempre boas), assemelhando-se o local a uma bela coxa mas juncada por varizes poeirentas e com buracos no alcatrão das suas artérias (Almada está em obras. “Sorry”…).

Mas apesar destes pequenos contratempos, o que me chateava de sobremaneira quando me iniciei neste passatempo eram os cães.

Respeito os animais na medida em que lhes reconheço o direito à vida e ao uso de um determinado espaço. Mas esses sentimentos razoáveis e civilizados depressa se esfumam, quando estes não têm um instinto suficientemente apurado que os mantenha fora do meu caminho.

Ora os ciclistas, tal como os carteiros e as mulheres-a-dias eslovenas (um dia conto-vos esta), têm algo com que os cães (salvo honrosas excepções) embirram e que lhes provoca frenéticos ataques de fúria.

Ao longo do meu trajecto habitual costumo cruzar-me com diversos espécimes; mas como a maioria deles conduz um/a dono/a pela trela, normalmente não chateiam muito. Os piores são mesmo os desocupados, que não tendo o que fazer ou quem os passeie, criaram o hábito de sem meter com quem segue calmamente o seu caminho.

O primeiro digno de menção é um perdigueiro de nariz fendido que vive perto da minha casa. Mas esse desde que ficou com o focinho nessa configuração, deixou de se aproximar a menos de três metros.

Logo a seguir havia o rafeiro da Lisnave. Cuja designação se devia ao mau hábito de sair do depósito provisório dos autocarros dos TST (perto da ETAR), e me vir ladrar ás rodas; até alguém ter decidido mantê-lo preso aos fins-de-semana. Isto talvez se tenha devido ao facto de algumas das pedras que eu lhe atirava em resposta, falharem ás vezes o alvo indo acertar nos veículos estacionados (não há como um bom prejuízo para incutir um pouco de contenção).

O da Central de Mecânica Terra e Mar, Ldª (logo no início da Rua do Ginjal) cuja raça desconheço, após por diversas vezes ter provado alguns jactos de Isostar (ciclista que se preze nunca sai sem o seu “bidon”), decidiu que as bebidas isotónicas lhe faziam mal aos olhos. Pelo que quando por lá passo se encontra sempre num outro local qualquer; sem dúvida ocupado com importantes afazeres.

Ainda na mesma rua entre as ruínas da antiga SRN, Ldª e o “Atira-te ao Rio”, existem dois Huskies que são os meus favoritos, e moram num edifício arruinado juntamente com um monte de gente avulsa, caixotes de fruta e triciclos motorizados. Quando passo por eles a baixa velocidade (e sem deixar de os fitar, não vá o diabo tecê-las), encontram-se invariavelmente deitados no cais à sombra, fazendo sobressair os seus olhos claros de uma frieza filosófica.

Contemplam-me longamente enquanto passo por eles, voltando logo de seguida às suas meditações sobre o rio e os animais estranhos que passam montados em máquinas silenciosas. E eu aprecio a sua impassibilidade, como uma demonstração de alguém que suficientemente seguro de si, não sente necessidade de importunar os outros inutilmente.

São cães que podiam ser gente… se nascessem com outro invólucro, é claro…

A partir daí o meu trajecto encontra-se praticamente vazio de percalços. E só muito mais tarde quando percorro as ruas do Bairro Amarelo no Monte de Caparica, é que volto a encontrar uma chusma heterogénea de sacos de pulgas. Mas esses têm boa memória e ainda se devem recordar de encontros anteriores; pois mal lhes aceno com o punho fechado se põem de imediato em fuga.

É que um dos mais preciosos ensinamentos de Blog (no seu “Sermão aos Carteiros e Distribuidores de Publicidade”), diz que Nunca se deve ignorar um cão agressivo. Pois após meia dúzia de pedradas certeiras, basta mostrar-lhe a mão que as atirava. É remédio Santo.

Tenham pois uma boa semana.


Música de Fundo
"Kiss me Where it Smells Funny" – Bloodhound Gang

quarta-feira, 2 de julho de 2008

O Post dos 50%
- Chegado o Verão vêm com ele as grandes promoções (dizem), as preocupações sobre o tom do “bronze”, e principalmente a vontade de não fazer nada que dê muito trabalho -

Como devem ter reparado este blog está com a produção editorial a 50% (resultados estatísticos obtidos pelo mesmo método que utilizam os nossos socráticos governantes), e não me parece que tenha melhoras antes de eu abandonar o calção de banho. Tal também não constitui calamidade de maior, pois à semelhança deste vosso humilde narrador, calculo que também vocês tenham mais que fazer nesta época tão propícia ao hedonismo e outros termos que quase só se encontram na Wikipédia.

Serve este arrazoado para explicar que este blog vai baixar (ainda mais) o nível de qualidade; e enquanto durar o Verão, possivelmente só terão para se entreter algumas fotos de qualidade duvidosa, e posts a relatar as notícias que já viram na televisão ou a embirrar com desconhecidos que ninguém (nem mesmo eu) conhece ao certo.

Outro divertido resultado desta mudança (felizmente) transitória, é a provável abertura ao público da “Galeria dos Super-Heróis”; onde guardo uma bela colecção de ficheiros “*.mht“ como prova de alguns interessantes episódios de plágio e/ou outro tipo de fraude, por parte de alguns “blogueiros impolutos(e particularmente palavrosos) que aparentemente não sabem o que significa o termo “Tecnologia da Informação”.

Por outro lado, a Igreja do Imaculado Blog (a religião onde nada é gratuito) irá abrir a sua época balnear com o habitual “Festival do Bivalve”, o que irá animar um pouco este marasmo que se instala sempre que o calor aperta (felizmente treinamos à sombra). E lá mais para o fim da época, teremos (mas apenas após decisão judicial) a segunda série da novela “Longa Vida À Junta Militar”; que (podemos adiantar) trará alguma acção, intriga e (já não era sem tempo) sexo a este blog.

Por agora continuamos assim, e… “domo arigato

Música de Fundo
Chocolate Salty Balls” – Isaac Hayes

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