domingo, 25 de outubro de 2009

Foto: Mail/Net


Comunicado


Venho aqui agradecer os amáveis convites que tenho recebido relativos a contactos de Facebook, Flixter, etc., mas esse tipo de comunicação é incompatível com o meu princípio rígido de não deixar à solta pela Net, qualquer informação pessoal que possa ser acedida indiscriminadamente.

As minhas mais sinceras desculpas.

TheOldMan


Música de Fundo
Folson Prison Blues” – Everlast




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Foto: Net


A Igreja do Imaculado Blog
- Onde pára António da Costa de Albuquerque de Sousa Lara, 2º Conde de Guedes e cidadão honorário do Estado do Texas? –

Irmãos! Como já deveis ter reparado, não há fome que não dê em fartura. E nem sequer me estou a referir às chuvadas que têm caído nos últimos dois dias; mas sim ao facto de após seis meses de inactividade, aparecerem dois posts seguidos sobre a IIB.

Mas é uma inevitabilidade resultante dos bizarros tempos que atravessamos. Tempos em que os valores se têm modificado, reformulado e reposicionado (desculpem lá, mas se não falo de valores, começo a parecer mais novo do que na realidade sou).

Venho hoje falar-vos de Caim. Não particularmente sobre a natureza dos seus actos, mas sobre a piada que têm a maioria das opiniões (inclusive a minha) forjadas nos últimos tempos sobre o que terá escrito Saramago sobre o assunto.

Eu não li (e duvido que vá ler) “Caim”, tal como não o fará uma boa parte das pessoas que já se pronunciaram sobre o livro até agora.

Sobre Caim, basta-me a opinião de José Vilhena (in A História Universal da Pulhice Humana) que já li há muitos anos, e considero-me definitivamente informado sobre o assunto.

Sobre Saramago nada de especial tenho a dizer, excepto que as suas últimas obras me têm proporcionado inúmeras noites de sono calmo e reparador. Coisa pela qual o louvo, pois até sou um tipo “agradecido”.

Mas Dias Amaral, colunista no Correio da Manhã e director de uma revista cujo site é patrocinado por uma empresa que nutre um visível desprezo pelas regras ortográficas (Chama-se “Contato Direto), declara que Saramago é “o gajo mais chato e desagradável da Península Ibérica”.

E aqui eu não lhe perdoo, pois um tipo que é capaz de pôr fotos da Carolina Salgado (toda retocada a Photoshop) numa “revista para homens”, não merece a mínima confiança relativamente às suas capacidades cognitivas ou critério na atribuição de prémios.

Mas Blog é grande e a nossa fé não se alicerça sobre chacina, injustiça e maus costumes, como acontece com cristãos, muçulmanos e dirigentes desportivos. Embora os primeiros tenham feito ultimamente uma tentativa de “branqueamento”, com a edição da “Bíblia para Todos”. Assim uma espécie de “Guerra e Paz”, mas reescrito por Inês Pedrosa e publicado em versão condensada pelo “Reader’s Digest”.

Mas voltando à Bíblia e ao seu conteúdo tão ao gosto de gente pia, videntes e fãs de “O Senhor dos Anéis”. Já a li várias vezes (assim como muitos outros livros) e continuo a considerá-la um repositório de inspiração para textos humorísticos (a multiplicação dos pães, a “humilhação” de Dina, Lot oferecendo as suas duas filhas núbeis à populaça de Sodoma… um autêntico “buffet).

Agora a história de Caim, meus Irmãos, até que nem é nada de especial.

Qual de vós não conheceu na escola ou no emprego, um desses engraxadores e denunciantes sem espinha dorsal, que tudo fazem para cair nas boas graças do professor ou do chefe? E quantas vezes fizeram o agradável exercício de estilo que é imaginar os métodos e situações em que se poderia dar uma eventual retribuição?

E o filho pródigo? Essa então é demais… Especialmente porque o autor do referido texto (e de outros) ao nos tentar convencer que o “que está a dar” é levar uma vida de mortificação, sacrifício e resignação; acaba por pôr o “herói” do dito episódio a ser recompensado pelo contrário de tudo o que é ensinado. Retratando assim o “Altíssimo” e apaniguados, como uma espécie de “famiglia” tentando impor um domínio mundial alicerçado na produção eugénica de idiotas.

Mas chega de rebaixolice e natureza humana; que a vontade de escrever também não é muita.

Para terminar, o tom com que o tipo se refere constantemente ao “nosso Nobel” (como diria o “Cassete” Carvalhas), denota uma ponta de despeito, senão inveja, por algo que Saramago talvez tenha e ele não. Com franqueza não me interessa o que seja. Uma vez que Saramago para mim é “letra morta”, e ele… Bem. Ele serve-me exactamente para o mesmo fim que lhe serve o laureado; dizer mal apenas por dizer.

Mas o que eu não lhe perdoo mesmo, é ter publicado as fotos da Carolina Salgado. Este gajo é bem pior que o Sousa Lara …



Música de Fundo
The Cover of the Rolling Stone” - Dr. Hook & the Medicine Show
(videolink)



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Foto: Net









A Igreja do Imaculado Blog
- O tenebroso processo da bruxa Maitê –

Irmãos! Independentemente de a água benta começar já a ficar choca por estar guardada tanto tempo sem uso; era inevitável que a nossa Igreja se debruçaria convenientemente sobre o processo da bruxa Maitê. A famosa e insinuante mulher mundana que vinda do Brasil (local de onde antigamente importávamos quase todas as cartomantes), veio à nossa terra escarnecer o esoterismo, depreciar a hotelaria e cuspir nas nossas fontes.

Mas antes de lhe afinarmos a tíbias no potro, ou sondarmos as entranhas com uma tenaz aquecida em busca da verdade, devemos reflectir um pouco sobre o facto de a estupidez não constituir propriamente um crime quer aos olhos da Igreja (que dela prospera e se sustenta), quer do poder secular; cujo precioso “status quo” dela se aduba como se de um precioso monte de estrume se tratasse.

Confesso que vi o famoso vídeo na TV e não me fez uma impressão por aí além. Talvez por me lembrar um outro igualmente infeliz comentário, com que Caetano Veloso se saiu no princípio dos anos 80. Afirmando que uma coisa que lhe causava estranheza sobre Portugal, era ver todas as manhãs as “multidões de indivíduos endomingados saírem das suas casas velhas e em ruínas para irem trabalhar” (desculpem mas é apenas uma paráfrase).

É claro que assim que tomou consciência que tal iria ter uma influência desfavorável nos seus rendimentos em relação ao mercado português, logo “virou o bico ao prego” e se desculpou; um pouco à semelhança da “Maitêzinha”. Ou seja, “tapando o sol com a peneira”, e utilizando outras coloridas imagens de estilo tão caras ao imaginário brasileiro.

Mas dizia eu, ser estúpido não é crime. E quanto ao preconceito, também não é nada de novo pelos nossos lados. Pois se desde o século XIX os brasileiros nos designam pelo estereótipo: “O padeiro Manuel e sua mulher Maria”, protagonistas de inúmeras anedotas e canções populares de escárnio e maldizer; também das nossas mãos os "brasucas" não saem incólumes.

E nem me dou sequer ao trabalho de reproduzir aqui frases lapidares (que as há imensas) dos nossos compatriotas sobre os imigrantes brasileiros. Uma vez que a realidade é já por si tão confrangedora, que adicionar-lhe as habituais “frases famosas” seria apenas uma demonstração de extrema crueldade.

É necessário ter em conta o contexto em que aparece inserido o clip da Maitê. Situação esta que é perfeitamente ilustrada pelos tiques físicos e verbais, das restantes galinhas que se encontram naquele estúdio. É apenas um programa estúpido para gente idiota; o que é perfeitamente natural na espécie de terreno em que medram coisas como a "TV Record" e o “Programa do Ratinho”.

Mas nada disto é demasiado grave ou caso para se gastarem algumas caixas de fósforos e uns decilitros de água benta.

Irmãos. A estupidez paira pelo mundo espalhando os seus miasmas, como se fosse uma espécie de “influenzza”. Mas é nossa a responsabilidade de ingerir as necessárias e preventivas vitaminas.

Lembrai-vos. É fácil condenar a estupidez dos outros… Infelizmente é muito mais difícil negar que somos o país que tem a TVI, Alberto João Jardim e José Castelo Branco.

Música de Fundo
Who's Got A Match?“ – Biffy Clyro



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Foto: Net
Outono

Lembrei-me hoje dos teus olhos
e de como me falavas do Outono
prometendo que o sol raiaria
através de uma teia de folhas douradas

Lembrei-me também da voz…
a voz com que o dizias

E de como dizias milhares de outras coisas

Como se cada uma delas fosse tão importante
quanto o regresso do sol.

É novamente Outono

E o meu coração está cheio de folhas secas
que a chuva em breve varrerá para longe

A chuva matinal, do Outono em que te esqueceria…

Não fosse a voz com que então me falavas
Prometendo o regresso do Sol

Música de Fundo
"Days Go By" - Dirty Vegas


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