segunda-feira, 16 de novembro de 2009


Foto: Net



Vagueando pela mente numa chuvosa tarde de Outono

Descobri que é o desinteresse que me afasta.

O desinteresse pelas notícias mais que batidas, as “sintonias” estratégicas e de ocasião, ou as amargas e reptilárias lágrimas de um primeiro-ministro “falinhas mansas”.

Tudo coisas muito ao estilo de publicações cor-de-rosa para inocentes desmioladas.

(Que também as há para homem. Pois estava agora mesmo a ler a Maxim americana em formato *.pdf)

Nunca se transitará para um mundo novo, se os seus habitantes forem os do antigo.

Nunca a criação poderá ser transformada em “cultivo”, sem que por isso perca o seu nome.

Quando aqui comecei, o que mais gosto me dava era escrever.

Agora… rasgar.

Música de Fundo
Papillon” – The Editors


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Foto: Frame de Video


A Igreja do Imaculado Blog
- “As convicções são inimigos da verdade bem mais perigosos que as mentiras” -
Friedrich Wilhelm Nietzsche


Olá, malta.

Nestes últimos tempos tenho evitado escrever, porque independentemente do assunto sobre o qual de me debruce, invariavelmente dou por mim a dizer mal de algo ou alguém. O que como devem calcular é um péssimo marketing, além de ser espelho de conflitos internos e/ou frustrações não resolvidas.

Quanto a este último ponto a coisa é fácil de lidar; pois basta encontrar alguém que valha o trabalho. Não que me tenha tornado instantaneamente num “paradigma de irresistível atracção”, mas apenas porque as referidas frustrações não são da natureza que vocês estão neste momento para aí a pensar (suas alminhas depravadas).

É pois com repousante bonomia que me endereço a vocês nesta frígida e ventosa manhã de Outono, sem qualquer especial objectivo além de cavaquear (que Blog nos livre dos trocadilhos “à Herman”…) um pouco, e desperdiçar o vosso tempo.

A nossa igreja sempre foi conhecida pela sua abertura de espírito e brandura de costumes. Nunca alinhámos em suplícios (excepto talvez o uso de uma venda ou de umas algemas de vez em quando), guerras santas e corrupção infantil (que consiste em tentar “endrominá-los” à traição, enquanto se encontram desprevenidos numa sala de aula pensando que vão aprender algo).

Mas este plácido estado de coisas tarde ou cedo teria que acabar. E mais uma vez devido ás aspirações hegemónicas da “Santa Madre Igreja, Católica Cornuda e Apostilhónica” (SMICCA para me facilitar a escrita).

Como sabeis, desde tenra infância que a maioria das crianças ocidentais (e algumas orientais mais desprevenidas) bebem junto com o leite materno ou o dos refeitórios escolares, esse nefasto Nesquick propalado pela Bíblia. Que tal como foi admitido ultimamente por representantes da SMICCA, não pode nem deve ser encarada como factual ou mesmo tida em conta como referência histórica (Jesus deve estar “em brasa” com eles).

Isto sem quaisquer precauções ou assistência por parte de teólogos, que os guiem através daquela selva de metáforas, hipérboles, axiomas e outros animais perigosos - O axioma é particularmente perigoso. Porque é tão evidente que a maioria das pessoas tem tendência a ignorá-lo; normalmente com consequências nefastas (a tão conhecida “intoxicação pelo óbvio”).

A SMICCA nunca ficará conhecida pelo seu apreço ou apoio à ciência e ao progresso, uma vez que é exactamente dos antónimos que extrai aquilo com que se alimenta (Nietzsche é que os topava bem), e lhe permite perpetuar um confortável (para eles, claro) “statu quo”. Que o digam Galileu, Giordano Bruno, e mais uns quantos incautos que se viram a contas com a “única e verdadeira fé”.

- Mas com isto tudo, já nem sei bem onde ia… Ah! O condicionamento precoce.

Após cerca de dois mil anos de interpretações literais (pois é, parece que afinal Frei Tomás é um gajo muito conhecido) impingidas por padres, catequistas e professores/as mais ou menos beatos, o British Council decidiu fazer uma pesquisa em dez países (11.768 inquiridos entre África do Sul, Argentina, China, Egipto, Espanha, Estados Unidos, Grã Bretanha, Índia, México e Rússia) sobre o ensino das teorias evolutivas nas aulas de ciências.

Apenas 20% das pessoas concordaram, enquanto 53% defenderam o ensino do Criacionismo e do “Intelligent Design”. Como se a criação do mundo tal como o conhecemos pudesse constituir prova de inteligência em favor de alguém…

É realmente assustador quando uma percentagem tão grande de inquiridos se manifesta a favor de teorias apenas comparáveis à da “Terra Oca” ou dos “Antepassados Extra-terrestres(já ventiladas num meu post de 2006 “O Código da Treta”). Teorias estas, dignas de figurar em qualquer antologia humorística ou mesmo no extinto “Tal & Qual”, quando havia falta de assunto.

Mas tal como vos disse no início desta palestra, encontro-me numa disposição assaz prazenteira. O que quer dizer que talvez o próximo post seja sobre “O Criacionismo e a Verdadeira Criação, tal como vistos pela IIB”.

Até lá, agasalhem-se que vem aí o frio.

Música de Fundo
Black Jesus” – Everlast



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