terça-feira, 29 de março de 2011

Foto: Net

*


A flor da carne não quer saber do espírito
da etérea matéria do tempo
ou daquilo que pensas que desejas

É apenas carne que goteja lentamente
as palavras transportadas no sangue
e que a voz perde
num sussurro evaporado sobre pele tremente

A flor da carne não dá amor ou vida

Apenas lambe as tuas feridas
que saram no instante em que a abraças
sorrindo por entre a doce sonolência
do longo beijo
que te faz sentir eterna.


Música de Fundo
Bring it on – Nick Cave (link)


quinta-feira, 24 de março de 2011





Fotos: Correio da Manhã
Montagem: TheOldMan


“Feios, Porcos e Maus”
- Quando a violência doméstica é direccionada sobre os vizinhos, deve-se participar à polícia, ou discretamente encomendar on-line uma Mannlicher-Carcano Mod. 91/38 de  6,5mm com mira telescópica? -

À laia de prólogo - Se o meu sonho de infância fosse ser espião em vez de astronauta, já há muito que o poderia ter realizado sem muito esforço.

Não sei se isto se deve à expressão de candura e cordialidade que habitualmente ostento. Ou se antes pelo contrário transmito uma sensação de intenso mistério e profundidade, característica de alguém que é guardião de terríveis segredos; o certo é que sou um “magneto de informação”.

Juro! Que Blog me fulmine já aqui como um (delicioso) torresmo bem passado se vos minto. Eu estou para a informação como o Américo Amorim está para o dinheiro (só é pena que não seja ao contrário). Ela (a informação) atira-se-me para o colo beijocando-me a face escanhoada e prometendo ser completa e incondicionalmente minha (tal como uma stripper; eu sei).

Como se isto não fosse já suficiente, todos os “observadores da natureza humana” maluquinhos e alcoviteiras lá da zona, concorrem pela minha atenção para os seus minuciosos relatos de “casos humanos”. Que é como no “milieu” da coscuvilhice têm por hábito chamar à vida privada dos outros; e sobre a qual me ensinaram desde pequenino, que não nos devíamos imiscuir.

Não que o local onde eu moro seja do género do cenário base do “Feios, Porcos e Maus”, ou mesmo do “Pátio das Cantigas” (e ainda por cima, nem sequer nos vemos assim tantas vezes), mas na vizinhança existem alguns bem intencionados especialistas em “pesquisa e contra-informação”, que amiúde insistem em me fornecer os seus préstimos. Embora me desse bastante mais jeito uma caixa de “Soalheiro – Primeiras Vinhas de 2009 (Alvarinho)”.

Entre algumas dezenas de amadores existem porém três que se destacam pelo seu empenho e eficácia no terreno. Para efeitos deste post vou apenas mencionar os referidos operativos pelos seus respectivos “noms de guerre”; omitindo pois os seus verdadeiros nomes, idades e sexo.

O Periscópio (P)” – O seu aspecto físico é o de um submarino atómico do tempo da guerra-fria. Quando se encontra à mesa de um café, dá muitas vezes a impressão de ter a atenção totalmente concentrada no televisor. Apenas os quase imperceptíveis estremecimentos dos seus minúsculos porém sensíveis abanos, indicam que tem o equipamento em funcionamento.

O Olho de Moscovo (OM)” – Apesar desta designação, não há prova alguma que tenha nascido nessa cidade ou que tenha sido amante de Lavrentiy Beria. Deve esta interessante designação ao facto de apesar de manter as cortinas sempre fechadas, conseguir saber constantemente o que se passa na casa dos outros; o que nos leva a crer que talvez utilize uma câmara CCTV disfarçada de vaso, com zoom digital e visão nocturna.

Por último a incrível “Chata-Hari (CH)”. Cuja incansável verborreia consegue anestesiar mesmo o mais acérrimo apreciador de “faits divers”, levando-o a baixar a guarda, e consequentemente responder a qualquer pergunta inesperada sobre coisas que normalmente não divulgaria. Tem ainda o peculiar hábito de tratar toda a gente por “vizinho” (ou vizinha). O que é mais um exasperante subterfúgio, quase tão eficiente para destruir a concentração e enfraquecer as defesas do inquirido, como uma corrente de 110 Volts (DC) aplicada nas “jóias da família”.

Existia ainda um posto avançado, num insuspeito estabelecimento comercial. Mas após um desentendimento entre a agente destacada (a “Toupeira Sorridente (TS)”) e a “Chata-Hari”, deixámos de receber relatórios e a posição foi dada como perdida. Informaram-nos mais tarde que a loja se encontra à venda; pois a referida zanga comprometeu a integridade do disfarce, devido à CH se ter “chibado” a toda a gente, das intrigas que lá teriam sido originadas (zangam-se as comadres…).

Estabelecido enfim o perfil e estrutura orgânica da “Agência”, passemos pois ao caso em questão que ficou conhecido como “Operação ETAR” (é por causa do cheiro e já saberão porquê).

Primeira Advertência – Todos os factos a seguir relatados, apesar de recolhidos, compilados e divulgados pelas supracitadas agentes, foram a determinada altura observados, ouvidos (e mesmo cheirados) por muitos e descontentes vizinhos, das duas aberrações que protagonizam esta história e se acusam mutuamente em artigos publicados no Correio da Manhã; pelo que se encontram validados por testemunho.

Segunda Advertência - A reprodução (link) dos referidos artigos, serve unicamente para que não me acusem de inventar este tipo de acontecimentos; não podendo de modo algum ser utilizada como exemplo de jornalismo de qualidade.

Chega pois de advertências e passemos à ordem cronológica dos factos.

Fernando Almeida é um “nabo”. Um completo inepto que foi deixado para trás pelos pais; que lhe ofereceram a casa e uma “station” Mercedes, na condição de não os ir envergonhar a Vendas Novas.

Diga-se em favor do sujeito, que sempre foi um tipo cordato e educado para com os vizinhos; passando muito bem por um tipo civilizado. Diz até quem o conhece mais intimamente, que apesar de ter “muito espaço vago entre as orelhas” não é mau tipo.

Adicionalmente podem também encontrá-lo no Badoo (rede social) declarando-se solteiro e Engenheiro do Ambiente; embora trabalhe como segurança e dê constantemente a sensação que está prestes a fazer uma imitação do Daffy Duck.

Antes de ele ter ido desencantar esta abominação algures ao norte do país (perdoem-me nobres gentes do norte), esteve a viver lá em casa uma rapariga que presumivelmente terá conhecido no emprego – uma vez que era também segurança, e trabalhava para a mesma empresa – só que essa não estava para “aparar golpes”, e quando ele se começou a exceder pura e simplesmente saiu de casa; resolvendo de vez o problema.

A posteriori” outra locatária do mesmo piso (é curioso como só contam estas coisas depois de perderem a actualidade) informou que a dada altura a rapariga teria saído precipitadamente de casa e lhe bateu à porta pedindo socorro; não tendo tido porém ela coragem de lha abrir.

Foi então por intermédio de um amigo comum (não há melhor maneira de acabar com uma amizade) que Luísa Rodrigues entrou na vida de Fernando, nas de dez irados condóminos, de diversos agentes da PSP e de algumas assistentes sociais.

Inicialmente as coisas não corriam mal. Pois Luísa trouxera apenas a sua “cega paixão” (SIC), deixando para melhor oportunidade a “piece de resistance” que era o seu filho de 15 anos meio atrasado e resultante de procriação consanguínea com um primo direito (Um pouco “white trash” ao melhor estilo dos montanheses da Geórgia. Só é pena o puto não tocar banjo).

Infelizmente não trouxera com ela um pingo de boa educação. Pois segundo testemunhos avulsos não respondia ás saudações dos vizinhos (o chamado crime de “lesa-ubanidade”), fingindo até que eles não existiam quando os encontrava no elevador. Facto este que atesta não ser tão estúpida como parece, pois isso requer uma enorme capacidade de concentração.

Anyway…

Desse quase idílico interregno resultou uma criança do sexo feminino (uma inocente que espero não tenha herdado as deformações de personalidade manifestadas pelos pais) e quase imediatamente começou a confusão. Não se sabe – pois as nossas agentes não conseguiram apurar ao certo - se Fernando foi vítima da depressão pós-parto (que querem? Também há mulheres com “inveja do pénis”), se houve alguma alteração no comportamento conjugal de Luísa, ou se isso se deveu apenas à chegada do outro filho desta.

Lembram-se de Pugsley Adams, aquele simpático gorducho filho de Morticia e Gomez? Em comparação com o miúdo em questão, Pugsley é um compincha simpático e vivaz; pois o filho de Luísa só nos faz lembrar “Leatherface” ou Jason Voorhees quando eram jovens, antes de alcançarem a notoriedade.

Já agora, a alegação (no artigo em *.pdf) por parte de Luísa de que Fernando ameaçara fugir com o filho e “fazer-lhe mal” (?), é deveras inconsistente; pois o puto além de parecer uma "matrioshka" de pau-brasil com 1,50m de altura, cheira pior que um varrasco (o que corrobora a maioria das acusações de falta de limpeza). A ponto de alguns vizinhos se terem inscrito em aulas de natação, só para poderem aumentar a sua capacidade pulmonar, e assim sobreviverem sem respirar caso tivessem que partilhar o elevador com o referido flagelo olfactivo.

Apesar de não nos terem sido apresentadas provas materiais da alegada defecação deslocada. Foi porém provado, que o miúdo quando lhe mandavam despejar o lixo guardava os sacos debaixo da cama, onde ficavam às vezes mais que uma semana. A ponto de o cheiro que se escapava para o vão da escada, se assemelhar ao de uma morgue à qual tivessem cortado a electricidade.

Quanto às acusações mútuas de violência, existe nisso algo que cheira tão mal como o lar de Fernando e Luísa.

Desde o início da “temporada lírica” que se tornou evidente uma certa teatralidade em todas aquelas discussões. Em vez dos queixumes e gemidos característicos de alguém que está a ser espancado, assistia-se à execução de autênticos “librettos” interpretados com minúcia e apuro técnico.

Esta dedução tinha como base (conforme nos foi relatado) o facto de ambos virem alternadamente ao patamar para debitar os respectivos papéis; que infelizmente tinham sido escritos por alguém com uma imaginação muito limitada. Consistindo os diálogos em coisas como – (Luísa ao patamar) “Socorro! Não me apertes o pescoço! (Luísa entra) (Fernando ao patamar) “Se te estou a apertar o pescoço, como é que consegues dizer isso tudo? (Fernando entra) (Luísa ao patamar) e etc.

E assim foram mantendo esta “ópera bufa” em cartaz durante quase quatro anos em que a PSP de tanto ser chamada (pelos vizinhos) já lhes conhecia os nomes. Tendo inclusivamente por várias vezes tentado levá-la e aos filhos para uma “casa segura”; coisa que ela sempre recusou, alegando que se tratava apenas de discussões normais entre casais (talvez na terra dela. Não sei…).

O que entrava em franca contradição com as suas “rábulas de patamar” (que por sua vez entram em contradição com o actual “se eu contasse ele matava-me), e já começava a despertar suspeitas no espírito de alguns vizinhos menos crédulos.

Luísa começou a perder a simpatia e o possível apoio por parte dos restantes condóminos, porque começou a notar-se que o seu comportamento obedecia a um qualquer objectivo que não a protecção imediata da integridade física e mental dos seus filhos.

Para acabar com o resto da aura de inocência e vitimização que ambos tentavam criar (fosse ou não verdadeiramente vítima qualquer um deles), decidiram um belo dia sustentar uma discussão no piso térreo, em altos berros e com a linguagem mais ordinária que conseguiram usar (e da qual ambos tinham um léxico bastante vasto, creiam-me). Isto já para não falar no “insignificante” pormenor de ela ter ao colo a filha de tenra idade, para a qual ambos se estavam manifestamente “borrifando”.

Ao fim de cerca de vinte minutos daquela espécie de “Death Metal” caseiro (e também porque já tinha o olho dorido do “óculo de porta”), o “vizinho” saiu e pediu-lhes que tivessem calma, quanto mais não fosse, pela criança que chorava baba e ranho sem fazer a mínima ideia do que lhe estava a acontecer.

Aproveitando a oportunidade em que finalmente um espectador lhes dava atenção, retomaram o confronto verbal com redobrado entusiasmo (e criatividade), até que o locatário do rés-do-chão farto já de os aturar e temendo que a criança se tornasse como o irmão mas na versão feminina (ou seja, como a mãe), chamou finalmente a PSP. Cujos agentes apareceram prontamente, pois já estavam fartos de saber onde era; e finalmente livraram as redondezas daquela fonte de poluição sonora.

Ao contrário das outras denúncias que tinham sido anónimas, desta vez o condómino que chamara as autoridades teve que se deslocar à esquadra a fim de prestar declarações. E então nessa altura teve uma interessante surpresa (ninguém te mandou ser otário).

Apresentaram-lhe um depoimento previamente redigido com base nas (falsas) declarações de Luísa, e no qual constava que ele tinha testemunhado Fernando espancar a consorte (ou com azar, não sabemos) enquanto esta tentava proteger a menina que tinha ao colo. Uma cena assaz dilacerante que até poderia ser aproveitada pela TVI para mais uma “sopeiral” telenovela. Isto se fosse verdade…

Só que como já se frisou antes, tal não acontecera. Mas mesmo assim o involuntário observador (do qual gabo a persistência) recusou-se a assinar sucessivamente três depoimentos “alternativos”; até que finalmente lhe apresentaram um com apenas os factos que relatara.

E então visto que mais ninguém lhes dava atenção, estes dois "monos" decidiram virar-se para o Correio da Manhã…

Conclusão - Este post não pretende de modo algum substituir ou sobrepor-se ao nosso sistema judicial, pois logo à partida não define nenhum dos litigantes como indubitável culpado. Apenas desejava – servindo de voz aos anónimos vizinhos daquele flagelo "sono-olfactivo" – lembrar ao juiz que apreciar o caso, que talvez fosse boa ideia aplicar-lhes uma pena que pudessem servir conjuntamente, e se possível longe. Porque depois de tudo isto, nenhum deles conseguirá levar uma existência pacífica naquela vizinhança.

Mas isto já é o meu mau feitio a falar…


Música de Fundo
És CruelEna Pá 2000 (link)


quinta-feira, 17 de março de 2011

Dubossarsky Vinogradov (dejeuner sur l’herbe)



Imagem : Net


A Apologia do Sexo ao Ar Livre
- Onde se explica ao leitor amante da natureza, que o sexo ao ar livre (ao contrário do que tem sido propalado por alguns elementos mal intencionados) não dilata de modo algum o buraco do ozono. -

Toda a gente pode ter sexo em casa. Bem… pelo menos, muita gente pode.

Mas nesta época do ano em que o sangue começa a circular mais rápido pelas veias invadindo mucosas e corpos cavernosos, talvez seja uma boa ideia combinar um pouco de sexo com outras actividades ao ar livre. O que, mesmo que em última instância não vos torne mais saudáveis, pelo menos sempre animará um pouco mais a aborrecida existência de alguns ornitólogos amadores.

O sexo ao ar livre, sempre foi uma actividade praticada entusiasticamente pelos nossos antepassados desde a alvorada dos tempos. Embora tenha havido algum retrocesso quando passámos de quadrúpedes a bípedes, e finalmente se tornou possível encarar o/a parceiro/a durante o acto (não é em vão que se criou o termo “feições simiescas”).

Já nesses recuados tempos, o sexo no exterior era uma actividade que não se deveria encarar (ou virar as costas) de ânimo leve; pois ao contrário dos nossos dias em que a maioria do risco provém de alguns tipos de meia-idade com binóculos e câmaras digitais (ou mesmo de algum guarda-florestal tresmalhado), os nossos antepassados tinham que levar em conta a eventualidade de serem achatados por um mamute enquanto se encontravam distraídos.

Ou pior ainda. Verem algumas das suas partes mais carnudas e salientes subtraídas pelo apetite voraz de um “dentes-de-sabre”. Que como todos sabemos (está na memória genética da nossa espécie), não têm qualquer simpatia por espectáculos de sexo ao vivo protagonizados por primatas.

Na história de Portugal, o primeiro relato de sexo ao ar livre consta de um manuscrito cuja autoria foi atribuída ao escudeiro de Pedro Álvares Cabral, que testemunhou o evento no mesmo dia em que ergueram numa praia anónima do Brasil o habitual “padrão” dos descobrimentos. Conjectura-se ainda (pois o pergaminho está em grande parte ilegível devido a manchas de difícil remoção) que terá sido a partir desse mesmo desembarque, que se começou a usar o termo “posição do missionário”.

Mas isto tem apenas como base a tradição oral (e talvez mais uma ou outra) índia, e o Prof. José Mattoso sempre se recusou a especular – com muita pena minha – sobre o tema; embora eu pense que se trata de uma história verídica, pois os missionários que se arriscavam nas nossas caravelas, eram provavelmente os tipos com mais falta de imaginação que conseguiríamos encontrar na época dos descobrimentos.

Se não acreditam, tentem imaginar vocês como seria a vida no meio de um grupo de marinheiros quatrocentistas durante alguns meses, para um tipo que usasse saias e apenas proferisse frases pias. Pois eles não conseguiam imaginar isso antes de embarcarem.

Mas chega de falar de gente morta há muito (o que é mau para o sexo, seja ele ao ar livre ou não) e concentremo-nos no que é importante.

Como devem já ter reparado - especialmente aqueles que acompanham o programa televisivo “Minuto Verde” – muita gente hoje em dia se preocupa com o “ser verde” e em formar eventualmente um “todo” com a natureza, mesmo que isso venha a custar uma pipa de massa.

Ora a maior parte desses nobres objectivos são facilmente alcançáveis por um custo quase irrisório, especialmente se nos concentrarmos no que concerne ao respeito e comunhão com a natureza ou mesmo à parte do “todo”; que é a minha favorita (não só de mim como de muitos outros amantes da natureza. Pois não raras são as vezes em que o leitor passeando por uma mata, terá a oportunidade de ouvir longínquas e abafadas exclamações – "Todo! Todo!" – O que só vem provar o meu ponto de vista).

Dizia eu, que o respeito pela natureza é algo facilmente alcançável; bastando para tal que além de não fazer fogueiras ou deitar para o chão as latas de Red Bull, não deixemos igualmente pessários ou preservativos usados, artisticamente pendurados nos arbustos (mau hábito este que contribuiu no passado, para que o vistoso Chapim-Azul quase tivesse abandonado as suas áreas de nidificação no nosso país); o que é assaz prejudicial para o já frágil ecossistema das nossas matas.

Quanto à comunhão com a natureza, basta que não façam demasiado barulho. Pois além de isso provocar a debandada das diversas espécies de corvídeos e outras barulhentas aves, é também problemático para qualquer outro casal que se encontre próximo; provocando amiúde falhas de concentração e dúvidas existenciais ("Mas porque é que a Cátia Sofia não geme assim comigo…” e etc.).

Já em relação ao todo… Imagine que as suas vibrações se encontram em sintonia com as da natureza (pelo simples facto de estar em pelo ao ar livre e tremelicar um pouco talvez devido à brisa) e que o seu pensamento se encontra direccionado no mesmo sentido que o da/do sua/seu parceira/o. Bem, aí tal como eu já frisei anteriormente noutros escritos, é deixar a sua faceta telúrica e animal seguir em frente (e em profundidade) até alcançar o “todo”.

Não se preocupe que vai logo dar por isso quando lá chegar.

É claro que alguns espíritos mais desconfiados poderão alegar que a maioria dessas coisas se podem obter na segurança de um quarto de hotel ou no sofá da sala. Talvez… Mas podem ter a certeza que a paisagem não será tão relaxante como no campo.

Adicionalmente é (o sexo em plena natureza) para os caçadores uma alternativa ecológica e não destrutiva à sua actividade venatória. Pois permite a recuperação gradual da bicharada que começa a escassear por esses campos. Embora algumas espécies possam passar de ameaçadas a embaraçadas; especialmente se derem de caras com um saltitante traseiro peludo e esbranquiçado no meio da sua favorita moita de mirtilos (há que ter um especial cuidado com o vingativo ouriço cacheiro).

De qualquer modo, aconselhamos os caçadores “convertidos” a que saiam de casa transportando a parafrenalia do costume; pois não há nada mais suspeito do que alguém que saindo alegadamente para caçar, o faça em traje de passeio e a cheirar a “Black XS”.

Como já devem ter reparado, quando falo de sexo ao ar livre limito-me a falar do ambiente circunscrito a matas e florestas; isto tem uma razão muito boa. A outra alternativa mais ou menos viável é a praia. Mas para além de continuar a ter problemas com ornitólogos amadores, você poderá ainda ser surpreendido/a por algum senhor que passeie pelas dunas completamente vestido e com as mãos nos bolsos, por uma menina de tranças que venha recuperar o seu desaparecido volante de badmington ou mesmo pela mítica vendedora das bolas de Berlim.

Por isso, para efeitos deste post a praia está de momento fora de questão; embora possamos voltar lá mais tarde (mas apenas quando escurecer).

Existem alguns perigos menores para quem abraça (e não só) esta interessante actividade, embora para se defender deles baste ser possuidor de uma tenda. Isto se decidir pernoitar. Porque durante o dia facilmente conseguirá enxotar qualquer dos animais que habitam as nossas lusitanas matas.

No caso especial dos exibicionistas, basta que aponte com o dedo e se comece a rir a bandeiras despregadas. Resulta sempre.

E pronto. Ficamos por aqui embora eu tenha consciência do muito que ainda fica por dizer em relação a este tema. Mas isto é apenas um post despretensioso - afirmação que por si só, já é um pouco pretensiosa - com alguns conselhos para os amantes da natureza (isto para não citar mais nomes); e que talvez vos ajude a aproveitar o solarengo fim-de-semana que se aproxima.

Adeus e não se esqueçam de beber muitos líquidos.

Música de Fundo
Uhn Tiss Uhn Tiss Uhn Tiss Bloodhound Gang (link)


segunda-feira, 14 de março de 2011




Foto: Net


A Flor Impossível
- Florinhas, abelhinhas, passarinhos, tretas e mais tretas –

Sou ás vezes – daquelas vezes em que me comparo a outras coisas - um móvel com milhões de gavetas onde tenho guardadas todas as coisas do mundo; mesmo as que não conheço ou não gosto. Mas se todas elas existem, porque deixaria de ter uma ou outra apenas por ignorância ou desagrado?

Não interessa agora porquê.

Estava apenas a falar-vos dos milhões de gavetas que guardam aquele que sou eu. Num móvel que apresenta sulcos causados pelo desgaste dos grãos do tempo e composto de inúmeros pedaços de outras coisas; como um todo que não fosse alguém sem as suas partes.

Entre todas essas gavetas e num local que ás vezes nem recordo sequer onde fica, há uma da qual não tenho a chave e não consigo abrir sozinho. Mantendo-se cerrada durante as melancólicas tardes de Outono e as manhãs do impassível Inverno.

Dentro dela existe um livro de páginas vazias, entre as quais dorme a doce flor impossível. Um livro que todos os anos se reescreve com a luz do sol, o cheiro a “pinheiros quentes” ou o sabor salgado do mar.

Por isso, impacientemente aguardo o tempo em que essa gaveta se abrirá; dando mais uma vez vida a essa flor impossível a que chamo Primavera.


Música de Fundo
Cars and GirlsPrefab Sprout (link)


quinta-feira, 10 de março de 2011



Imagem: Net


Memórias do PREC
- Porque o dia 11 de Março de 1975 não deve ser esquecido, e também porque alguém tem que levar com todas estas histórias da tropa… –

Lembro-me que era nessa altura apenas mais um “chavaleco” quase imberbe. Ainda não completara dezassete anos, mas a Marinha dera-me uma embalagem de lâminas de barbear e um pincel; e por isso considerava-me uma espécie de personagem de Jack London, ou no mínimo um futuro combatente da soberania nacional.

O Grupo Nº 2 de Escolas da Armada não seria propriamente o retiro adequado para um futuro herói como eu, mas a vida militar não se compadece com o imaginário dos adolescentes; especialmente se estes tiverem que estudar álgebra para terminar a especialidade com uma nota decente.

Mas comecemos pelo relato histórico, propriamente dito.

Ao acordar no topo do beliche de dois andares nessa fresca manhã, a primeira imagem que os meus olhos viram foi a de uma almofada aproximando-se vertiginosamente. De imediato adoptei as contra-medidas habituais, saltando para o beliche do lado, enquanto empunhava a minha própria almofada para me defender do traiçoeiro ataque. Era terça-feira.

Sensivelmente meia hora após isso, enquanto nos acotovelávamos na fila para o pequeno-almoço, três (acho) vetustos Fiats (era uma marca de “caça” a jacto) decidiram iniciar um voo picado sobre os navios atracados na base um pouco mais abaixo. Felizmente para eles, o único artilheiro que estava a dar manutenção às duplas anti-aéreas de 40mm, tinha um tempo de reacção óptimo mas uma pontaria menos que sofrível.

Foi nesse momento que a ideia de que a marinha não eram apenas viagens a locais exóticos e quatro refeições por dia, atravessou o meu crânio espesso conseguindo finalmente alcançar o cérebro. Sim… era a guerra. E eram também pequenos-almoços não tomados…

Todo o complexo militar passou de imediato ao estado de Prevenção Rigorosa. Distribuíram-me uma G3 com munições a sério e colocaram-me ao portão da Escola de Comunicações a controlar as entradas e saídas.

Segundo boatos em circulação já há vários dias, aproximava-se a 7ª Esquadra da NATO, que acreditando que tínhamos ficado instantaneamente comunistas militantes, se preparava alegadamente para efectuar um desembarque no sagrado solo Lusitano. Com um bocado de sorte talvez decidissem atacar pelo meu portão; mas eu sempre fui um céptico e não tinha muita fé nessa teoria.

Irrequieto como era, não seria de estranhar que tivesse ficado tão pouco tempo de sentinela. De qualquer modo, penso que a razão principal para a minha precipitada transferência dali para fora, tenha sido causada por algum excesso de zelo da minha parte.

É engraçado como o facto de empunharmos uma arma automática carregada com vinte munições de ponta blindada, e de a apontarmos ao focinho de um despenseiro vivaço, nos dá uma postura tão diferente da habitual.

O tipo calculou com base em alguma obscura distribuição de géneros pelas chefias, que o termo “revista cuidada” não se aplicaria à sua pessoa e ao belo automóvel que um ordenado de sargento nunca conseguiria comprar.

Para começar recusou-se a sair, mantendo-se sentado na viatura. Mas essa posição não seria muito agradável, pois o seu nariz ficava exactamente é altura do “oculta-chamas” da G3, e já por uma ou duas vezes durante a nossa breve conversa teriam estado ambos praticamente em rota de colisão.

Foi finalmente um sargento despenseiro carmim como uma beringela, que se decidiu a abrir o porta-bagagem do automóvel; revelando uma cornucópia de garrafões de azeite, latas de quilo de atum, e outros manjares que clandestinamente se preparava para fazer passar “à vida civil”.

Felizmente para ele o cabo da guarda apareceu e repôs a normalidade, solicitando-me polidamente (mas com o volume no máximo) que me concentrasse em busca de pistolas, espingardas e metralhadoras, e que deixasse em paz as substâncias comestíveis para me concentrar nas deflagráveis.

É claro que este episódio acabou por ser relatado ao oficial de dia. Mesmo a tempo de me trocarem a G3 por uma Walther de 9mm e me destacarem para o posto da Ponta do Mato, aproveitando o trajecto do Land-Rover que levava o almoço ao pessoal destacado.

Aparentemente o conceito “Prevenção Rigorosa”, tem amiúde dispares interpretações. Dependendo estas da localização geográfica, do clima e até de quem está no comando.

Quando nos aproximámos dois tipos cobertos de lodo interromperam o banho de mangueira que se proporcionavam mutuamente, e acenaram a um graduado que se encontrava ali perto a pendurar num improvisado estendal umas calças que faziam lembrar um balão meteorológico. Era a primeira vez que eu encontrava o cabo Santos.

Por ordem dele ajudei a deitar ao rio o conteúdo do panelão do almoço, e após o ter enxaguado e esfregado a preceito juntei-me aos restantes convivas; religiosamente sentados em redor de um tabuleiro enorme (daqueles usados para meter debaixo dos camiões para se poder mudar o óleo).

Os marinheiros que vira enlameados tinham-se sacrificado pela restante guarnição, conseguindo reunir entre os dois cerca de 14 kg de amêijoa preta, recolhida no banco de lodo, que separava a pequena península do território inóspito do Miratejo.

Ainda estava na minha era pré-báquica, e não bebia vinho (não encontrara nada digno desse nome até aí) pelo que muito urbanamente me ofereceram uma cerveja, acompanhada de inúmeras recomendações relativas à minha tenra idade e carinha laroca.

Não liguei. Um homem não se preocupa com merdas dessas…

O dia correu sem história. Chegou-me às mãos um exemplar do República que na altura custava 4$00, relatando que na Encarnação aviões militares tinham bombardeado o Regimento de Artilharia Ligeira 1. Espantosamente, no Porto o PCP e o MDM/CDE tinham conseguido convocar uma greve geral. E talvez pela última vez em muito tempo, ouviam-se pelas ruas as estrofes de “Grândola, Vila Morena”.

Em Lisboa, Chaimites do Cavalaria 7 defendiam Belém.

Embora o jantar fosse um pouco melhor que o almoço, apenas se aproveitou a carne e as batatas para improvisar juntamente com um resto de amêijoas uma deliciosa carne de porco à alentejana. O cabo Santos era conhecido pela sua desenvoltura e iconoclastia em tudo o que respeitasse ao rancho; talvez o mais próximo que a Marinha permitiria da definição de gourmet.

Pelas 21h 00m fomos designados para uma patrulha a efectuar à malha urbana de Almada (que na altura era uma malha ainda muito fininha. Diga-se em abono da verdade).

Guarnecemos o Land-Rover com uma velha MG-42 e rumámos ao desconhecido. Desconhecido este localizado exactamente ao balcão do “Noruega”, um bar de alterne situado em frente à Lisnave; no qual entrámos fardados e de arma à cintura. Fazendo de imediato grande sensação entre as alternadoras, ou putas, ou lá o que é que se chamava naquela altura, às senhoras que quando não “fazem a rua”, estão no bar a sacar bebidas aos incautos. E recebendo, é claro, uma determinada percentagem por cada uma.

Após demorado tempo a consumir substâncias impróprias para a minha idade, e de ter sido beijocado e acarinhado pelas simpáticas senhoras que eram indefectíveis admiradoras do MFA; fomos acabar de cumprir o nosso dever patriótico.

À desfilada pelas ruas quase desertas e com o vento a despentear-me (na altura podíamos usar o cabelo comprido) a melena, seguia em pé agarrado à velha MG como se me preparasse para defender a pátria de Spínola, Freitas do Amaral e Galvão de Melo simultaneamente. Na verdade acabámos por parar em mais meia dúzia de sítios para “reabastecer”.

E foi na manhã seguinte, que recordando a noite anterior com uma enorme dor de cabeça, peguei na edição do "Avante" que me tinham oferecido, e li na primeira página - A Reacção Não Passou!.

Senti nesse momento, que um dia a pátria reconheceria o meu contributo…

Música de Fundo
Não é propriamente música, mas serve (link)


quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma inquietante semelhança, que desperta todo o tipo de interrogações...


Fotos: Net
Composição: TheOldMan



O Insulto como uma das Belas-Artes
- Vamos chamar nomes, e coiso… -

As pessoas quase nunca se contentam com os nomes das coisas, das outras pessoas ou mesmo de si próprias. E embora eu tenha sonhado ou lido algures (ou então inventei mesmo) dever-se isso ao facto de todas as coisas terem um nome secreto que desesperadamente e em vão procuramos; o mais certo é tratar-se daquilo que muitas vezes nos divide entre “pacientes” e “médicos” (o meu “role-playing” favorito).

Normalmente não me lembraria de escrever sobre isto. Mas ontem à noite ao mostrar a alguém no “Microsoft WorldWide Telescope” a minha constelação favorita, disse – Está ali. Vês? “Os Três Ratos Cegos”! Mesmo entre “A Galdéria” e o “Vendedor de Hortaliças”.

Aquela pobre alma que não tem assim tanto sentido de humor, encarou-me como se eu tivesse começado a cantar “yodel” nos Jerónimos durante o Magnificat. – A quê?...

(É quase sempre essa expressão de incredulidade que acompanha a ocasional revelação dos nomes secretos das coisas que me rodeiam)

É claro que nada disto bate aqueles tipos que dão nomes ao seu próprio órgão sexual (juro que só o fiz uma vez). Desde o apelidarem de “tiranossauro” (possivelmente extinto) até lhe atribuírem o seu próprio nome seguido de um diminutivo (assaz esclarecedor).

Já com as mulheres não sei bem se acontece o mesmo. Mas não tenho dúvidas de que algo que é tão perfumado, barbeado e acarinhado, quase que deve ter personalidade própria e independente (e algumas têm até muita), quanto mais um nome. Mas não nos alarguemos (salvo seja) em considerações sobre coisas que devem manter o seu mistério (e um pouco de cabelo também, se possível).

Mas como devem já suspeitar (graças à foto acima e ao título), este post é na realidade sobre o insulto.

A Nobre Arte do Insulto (o tão difundido hábito de “chamar nomes) tem sido incompreendida e vilipendiada através dos tempos. Sendo não só uma forma de comunicação quase tão instantânea como os SMS (eu próprio ás vezes uso este sistema, quando o interlocutor se recusa a perceber um miserável subentendido, ou mesmo uma afirmação directa), mas também uma válvula de escape para quando o stress atinge a massa critica.

A grande vantagem, é que todos os sentimentos negativos adquiridos num qualquer confronto, podem ser concentrados canalizados e finalmente devolvidos ao seu inicial causador, sob a forma de um mais ou menos elaborado insulto (conforme o mau feitio, a cultura, ou mesmo o estrato social do insultante). Conhecendo-se até alguns, dignos de prémios literários pela minúcia e criatividade aplicadas na sua elaboração.

Tal como quando conduzimos um veículo automóvel, o acto de insultar não deve ser realizado sob influência do álcool ou de outras substâncias que alterem a nossa percepção. Porque, acreditem, o termo “marrar contra um poste” não foi inventado para os bois, mas sim para os estúpidos. Estão a ver? É assim que se inicia um insulto (mas apenas como hipótese académica).

Deve igualmente conhecer-se minimamente quem se insulta. Isto por uma questão de eficiência, pois quanto mais soubermos do indivíduo a insultar, melhor o ofenderemos. Às vezes (mas isto não é para todos) a ponto de causar descargas de bílis ou mesmo acidentes cardiovasculares.

O Insulto deve ser inesperado e acutilante, como o golpe de uma “bengala de estoque”; de modo a ferir profunda e mortalmente. Pois caso contrário, arrisca-se a despertar apenas o riso do interlocutor; o que como sabemos é uma das mais eficientes formas de insulto

Por outro lado – e isto já não pertence à nossa disciplina, mas sim ao domínio do senso comum – se não tem realmente muito jeito para insultar, utilize antes qualquer outro tipo de meio ofensivo (desaconselhamos porém o uso de armas químicas, bacteriológicas, aerofágicas ou flátulas); sendo mais indicado o “desprezo ostensivo”. Que tem a grande vantagem de não necessitar que você abra a boca e se enterre ainda mais.

Pois foi o que aconteceu ao famoso estilista John Galliano, a quem a casa Dior despediu alegando “justa causa“ por afirmações racistas e xenófobas.

Este diletante na Nobre Arte do Insulto (e que constitui “per se” um insulto à Arte), em vez de ter aproveitado a sua proximidade com as costureiras (que a seguir às cabeleireiras, são quem eu considero que tem a língua mais afiada) para apurar a sua técnica, descurou todos os preceitos e técnicas básicas; envergonhando não só os que exprimem o seu refinamento através do insulto, como também aqueles que apenas por terem o esfíncter dilatado, se consideram de bom-gosto e peritos em trapos caros.

Uma vez que estava podre de bêbado, nem reparou que uma das pessoas a quem insultava (de um modo bastante patético, convenhamos) se entretinha a filmar aquela triste figura com o telemóvel. Curta-metragem esta que foi prontamente enviada para o “The Sun”; um respeitável jornal de escândalos e intrigas, que tem servido de modelo ao nosso modesto Correio da Manhã.

Tive pois a oportunidade de testemunhar o presumível estilista numa atabalhoada e entaramelada diatribe contra os judeus (apesar de aquele ser um bairro de predominância judaica, nenhum dos seus interlocutores o era), dizendo que amava Hitler – coisa que deve ter dado a volta às tripas de todos os “skins” da Europa e arredores – e que se fosse no tempo deste, todos eles seriam “gaseados”; principalmente uma das mulheres presentes, por ser feia.

Está-se mesmo a ver que ele nunca conheceu a esposa de Adolf Eichman. Senão saberia que o que estava a dizer não é verdade.

Para terminar a exemplificação deste paradigma da incongruência e da incompetência na Nobre Arte do Insulto, está o seu próprio aspecto. Que além de não ser original (o que não me incomoda, pois estou habituado a presenciar uma grande falta dela nesse ramo) pois foi copiado do “look” de Boy George, se assemelha de um modo bastante evidente ao de um Rabino Judeu.

O que me deixa com uma interrogação final, sobre se realmente ele será um criptojudeu que anda a disfarçar ou um “rabicho” que quer ser Rabino.

Mas em qualquer dos casos, não lhe reconheço valor suficiente para se intitular membro da nossa Ordem.

Almada, 2 de Março de 2011

TheOldMan
(Gão-Mestre)

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